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PMDB avalia lançar Dulce Miranda ao governo

A medida é uma forma encontrada pelo grupo peemedebista de driblar os questionamentos sobre a elegibilidade de Marcelo Miranda, opção principal do partido; Dulce tem carisma e capital político acumulados nos sete anos em que foi primeira-dama; ao lado da senadora Kátia Abreu (PMDB) como candidata à reeleição, o PMDB inovaria ao lançar sua majoritária dominada por mulheres; o principal obstáculo à aprovação da candidatura de Dulce a governadora é o grupo do partido ligado ao deputado federal Júnior Coimbra; Coimbra que tem dito que caso Marcelo não consiga viabilidade jurídica para sua candidatura, ele é a segunda opção do partido

A medida é uma forma encontrada pelo grupo peemedebista de driblar os questionamentos sobre a elegibilidade de Marcelo Miranda, opção principal do partido; Dulce tem carisma e capital político acumulados nos sete anos em que foi primeira-dama; ao lado da senadora Kátia Abreu (PMDB) como candidata à reeleição, o PMDB inovaria ao lançar sua majoritária dominada por mulheres; o principal obstáculo à aprovação da candidatura de Dulce a governadora é o grupo do partido ligado ao deputado federal Júnior Coimbra; Coimbra que tem dito que caso Marcelo não consiga viabilidade jurídica para sua candidatura, ele é a segunda opção do partido (Foto: Aquiles Lins)

Tocantins 247 – A ala do PMDB ligada ao ex-governador Marcelo Miranda, chamada de “Autênticos”, estuda apresentar uma novidade na convenção regional do partido, prevista para acontecer até o dia 30 deste mês: lançar a ex-primeira-dama Dulce Miranda, e não mais Marcelo, como pré-candidata a governadora.

A medida é uma forma encontrada pelo grupo peemedebista de driblar os questionamentos sobre a elegibilidade de Marcelo Miranda. Além do que Dulce tem carisma e capital político acumulados nos sete anos em que foi primeira-dama. Ao lado da senadora Kátia Abreu (PMDB) como candidata à reeleição, o PMDB inovaria ao lançar sua majoritária dominada por mulheres.

O principal obstáculo à aprovação da candidatura de Dulce a governadora é o grupo do partido ligado ao deputado federal Júnior Coimbra. Isso porque em todos os eventos em que participa desde que ele e Marcelo fizeram as pazes, Coimbra tem dito que caso Marcelo não consiga viabilidade jurídica para sua candidatura, ele é a segunda opção do partido. É o acordo que fizeram como condição para o fim das disputas internas do partido.  

Oficialmente, o presidente estadual do PMDB, Leomar Quintanilha, tem dito que é consenso do partido referendar Marcelo Miranda e Kátia Abreu como os candidatos a governador e senadora na convenção.

A ocupação das demais candidaturas da majoritária, vice-governador e suplente de senador, estão sendo oferecidas em negociações com o PT e com o PV. Ambos têm seus pré-candidatos a governador, Paulo Mourão e Marcelo Lelis, respectivamente. Até o momento, nenhum dos dois dá sinais de que cederá a vaga para ser coadjuvante do projeto do PMDB.

Pelo lado do governo, enfrentar uma chapa encabeçada por mulheres exige articulação forte do governador Sandoval Cardoso (SD) para ter ao menos uma mulher em sua majoritária. A esta altura das articulações, emplacar uma candidata ao Senado é pouco provável na base do governo. Isso porque a vaga está sendo disputada pelos deputados federais Eduardo Gomes (SD) e César Halum (PRB). O ex-governador Siqueira Campos (PSDB) também está no páreo.

A uma mulher restaria a vaga de vice-governadora na chapa de Sandoval. O PP de Palmas chegou a cogitar a primeira-dama da Capital, Glô Amastha, como opção para o cargo de vice-governadora. Um suposto convite para o mesmo cargo teria sido feito à deputada federal Professora Dorinha (DEM), que negou ao Tocantins 247.