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Por que Lula seria sócio de uma derrota inevitável?

O ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, continua espalhando a informação de que tem o apoio de Lula e do PT para tomar o comando da Confederação Brasileira de Futebol; no entanto, para registrar uma chapa em seu nome, ele precisa do apoio de pelo menos oito federações e cinco clubes, o que é uma missão quase impossível; até agora, nem o Corinthians, cujo estádio, o Itaquerão, é um dos mais problemáticos da Copa de 2014, declarou apoio a Sanchéz

Por que Lula seria sócio de uma derrota inevitável?

247 - Uma nota publicada neste fim de semana na coluna Holofote, de Otávio Cabral, na revista Veja, promete agitar o mundo do futebol. Segundo o texto, o novo alvo do PT seria a conquista da Confederação Brasileira de Futebol, com a eleição de Andrés Sanchez para o cargo. "O PT vê na candidatura de Sanchez, que é filiado ao partido, uma chance de pôr um pé no mundo do futebol, por onde circulam muito dinheiro e potenciais financiadores de campanhas eleitorais", diz o texto de Cabral.

Um dos principais interessados em disseminar essas informações é o próprio Sanchez, ex-presidente do Corinthians. Seu plano consiste  em antecipar as eleições para a presidência da CBF, que deverão ocorrer em abril de 2014. Hoje, o favorito é Marco Polo del Nero, aliado do atual presidente José Maria Marín, que tem o apoio de praticamente todos os clubes e federações. Mas Sanchez vem tentando tumultuar o ambiente do futebol brasileiro, às vésperas da Copa das Confederações, que se inicia em junho, e da Copa do Mundo de 2014.

Ocorre que, para registrar uma chapa, Sanchez deveria ter, no mínimo, o apoio de oito federações e cinco clubes – o que, hoje, parece ser uma missão quase impossível. Nem mesmo o Corinthians veio a público para declarar apoio a seu ex-presidente, hoje envolvido no projeto do estádio mais problemático da Copa de 2014, o Itaquerão. Numa rusga recente com a Fifa, Sanchez chegou até a declarar que a entidade, se quiser, poderá mudar a abertura do Mundial para outro estádio – o Mané Garrincha, de Brasília, é o mais cotado.

Trazer Lula para essa briga é um movimento que hoje interessa apenas a Sanchez e a alguns grupos do PT. Recentemente, o próprio ex-presidente Lula ligou para o presidente da CBF, José Maria Marin, convidando-o para participar de uma visita ao Mané Garrincha. Depois que a informação vazou, Lula sofreu intensa pressão de grupos do PT para cancelar o encontro – agora, é o próprio Marin que tem evitado contato com emissários que tentam reconstruir as pontes.

A operação pró-Sanchez se movimenta amplamente na mídia, em alguns cadernos de esporte e em blogs especializados, mas não tem o essencial, que é o apoio dos clubes e das federações. Trazer Lula para essa briga poderá ter como resultado apenas torná-lo sócio de uma derrota – o que não faz sentido para a principal liderança política do País.