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Primo de operário morto critica pressão para concluir Itaquerão

Um dos primos do operário Fábio Hamilton da Cruz, de 23 anos, que morreu no sábado (29), na obra do Itaquerão, afirmou que havia pressa para a entrega da obra e que, inclusive, foi oferecida uma recompensa para que o trabalho fosse entregue até 30 de abril; "Ofereceram uma recompensa para que o trabalho fosse entregue mais rápido. Eram R$ 3 mil para serem divididos entre a equipe, que era de quatro pessoas", disse; o primo, que também trabalha na construção civil, disse que Cruz, como ajudante, não deveria estar no local de onde caiu

Um dos primos do operário Fábio Hamilton da Cruz, de 23 anos, que morreu no sábado (29), na obra do Itaquerão, afirmou que havia pressa para a entrega da obra e que, inclusive, foi oferecida uma recompensa para que o trabalho fosse entregue até 30 de abril; "Ofereceram uma recompensa para que o trabalho fosse entregue mais rápido. Eram R$ 3 mil para serem divididos entre a equipe, que era de quatro pessoas", disse; o primo, que também trabalha na construção civil, disse que Cruz, como ajudante, não deveria estar no local de onde caiu (Foto: Valter Lima)

247 - Durante o velório do operário Fábio Hamilton da Cruz, 23 anos, que morreu no sábado (29) ao cair das estruturas metálicas que estão em construção na Arena Corinthians, para a montagem das arquibancadas provisórias, um dos primos do rapaz, que se identificou como Everson, afirmou que havia pressa para a entrega da obra e que, inclusive, foi oferecida uma recompensa para que o trabalho fosse entregue até o próximo dia 30 de abril. 

"Ofereceram uma recompensa para que o trabalho fosse entregue mais rápido. Eram R$ 3 mil para serem divididos entre a equipe, que era de quatro pessoas", disse Everson, segundo matéria do Portal Terra (leia aquí).

O primo, que também trabalha na construção civil, disse que Cruz, como ajudante, não deveria estar no local de onde caiu. "Como ajudante, ele não tinha de estar ali em cima. Isso é uma coisa que a polícia vai ter de investigar", disse.

Um outro operário, que estava no local no momento do acidente, disse que Cruz tinha o cinto de segurança, mas não utilizava ele naquele momento. "Eu também não estava, mas fui chamado a atenção por conta disso. No caso dele, não houve tempo. Foi uma tragédia", disse. A família informou que este era o primeiro emprego formal do rapaz. Anteriormente ele havia trabalhado em lava-rápido e como vendedor de ambulantes.