Prisco vai pedir audiência em ofício a Wagner
Quarto vereador mais votado em Salvador para a próxima legislatura, Marco Prisco (PSDB), para quem esqueceu, é também o ex-soldado que liderou a greve da PM neste ano, cuja duração foi de 12 dias e manchou a gestão de Jaques Wagner (PT); além de dizer que foi vítima de montagem no áudio exibido pela Globo dando ordens no comando da greve, o tucano diz que o governo do estado "descumpre" ordens judicias de reintegrá-lo à corporação e que nunca conseguiu um tempinho do governador; "Espero que, agora como parlamentar, ele me receba"
Bahia 247
Quarto vereador eleito mais votado para a Câmara Municipal de Salvador na próxima legislatura, Marco Prisco (PSDB), para quem esqueceu, é também o ex-soldado que liderou a greve da Polícia Militar da Bahia (PM) deste ano, cuja duração foi de 12 dias e manchou a gestão do governador Jaques Wagner (PT).
Em entrevista ao Bahia Notícias, o tucano diz que o governo do estado descumpre várias ordens judiciais de reintegrá-lo à corporação por "vaidade", afirma que houve "montagem" nas gravações exibidas pela Rede Globo na greve de fevereiro deste ano e anuncia e já anuncia sua primeira ação como legislador da capital baiana no próximo dia 1º de janeiro: vai encaminhar ofício para o governador Jaques Wagner solicitando uma audiência. "Espero que, agora como parlamentar, ele me receba".
Prisco relata ainda as acusações que pesaram sobre ele nas duas greves da PM, em 2001 e 2012, e conta que tem processado a Rede Globo e o jornal Correio.
Após ganhar visibilidade como uma das principais lideranças do movimento, soldado Prisco foi um dos nomes mais citados, inclusive em nível nacional, na cobertura da greve. Ele voltou a lutar pela sua reintegração aos quadros da PM, de onde foi demitido em 2002, por participar do movimento da categoria na gestão do então governador Paulo Souto (DEM), em um processo administrativo cuja legitimidade é questionada por ele.
"Eu era acusado de panfletagem e fui demitido por ser acusado de ter participado da greve. É como ser acusado de extorsão e ser demitido por assalto. Foi um processo todo aberrante, tanto sim que na primeira auditoria militar, o juiz considerou a minha demissão um ato fraudulento, ele mesmo escreveu com as palavras dele. Dormi policial na sexta e na segunda, que fui levar as testemunhas para serem ouvidas, fiquei sabendo que fui demitido", argumenta o vereador eleito.
Leia aquí a entrevista com Marco Prisco ao Bahia Notícias na íntegra.