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PSB espera vitória no primeiro turno no Recife

Governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, diz estar confiante em uma vitória do seu candidato, Geraldo Júlio, já no primeiro turno; Ele também nega ter ressentimentos provocados pela acirrada disputa eleitoral com o PT

PSB espera vitória no primeiro turno no Recife (Foto: Eduardo Braga/SEI)

Reuters - Confiante na vitória do seu candidato a prefeito do Recife no primeiro turno, o governador do Estado, Eduardo Campos, negou que esteja ressentido com o PT pela campanha dura realizada.

Campos foi fiador da candidatura de Geraldo Julio (PSB), líder nas pesquisas e com chance de vitória no 1o turno, segundo o Ibope.

"Estamos com pesquisas nesse momento que indicam a nossa vitória hoje. É melhor que seja assim, porque o Recife precisa de um trabalho que comece o quanto antes", disse Campos ao acompanhar o voto de Julio.

Campos disse que o momento, a partir da confirmação da vitória do PSB no Recife, é de retomada da paz política.

"De minha parte não tenho qualquer mágoa ou ressentimento. Depois da vitória devemos trabalhar para desarmar os palanques", disse.

Levantamento do Ibope divulgado no sábado apontou que Julio tem 47 por cento das intenções de voto ou 54 por cento dos votos válidos, o suficiente para vencer a eleição já no domingo.

Pesquisa Datafolha, no entanto, apontou que a eleição deverá ter um segundo turno, com indefinição sobre o rival de Julio, devido ao empate técnico entre Daniel Coelho (PSDB) e Humberto Costa (PT).

"A população entendeu a nossa mensagem, o que queremos para nossa cidade. Estamos muito felizes", disse Julio antes de votar.

CONFIANÇA NO SEGUNDO TURNO

Resistente à versão de que os pessebistas chegarão à vitória no primeiro turno, Coelho comemorou o que chamou de clima de esperança.

"Saímos do terceiro lugar, estamos sentindo que o Recife quer mudança e tenho certeza que nossa campanha não termina aqui", disse o tucano.

Apesar de rompidos na disputa municipal, PT e PSB integram as gestões da capital e do Estado. Apesar da aliança, o clima durante os três meses da eleição foi de acirramento, inclusive com denúncias de abuso de poder político e econômico por parte do candidato petista Humberto Costa.

Durante café da manhã com correligonários, Costa disse acreditar num segundo turno, apesar da queda nas pesquisas.

"Estamos confiando porque o PT é um partido de chegada. Nossa militância está nas ruas, fazendo a nossa onda vermelha. Enfrentamos nessa eleição duas máquinas", disse ele, em referência à oposição também do atual prefeito e correligionário, João da Costa, que foi impedido pelo PT nacional de concorrer à reeleição.