INICIO > General

PSDB adia decisão sobre candidatura de Prisco

O presidente do PSDB da Bahia, Sérgio Passos, disse achar cedo para avaliar a situação do vereador Marco Prisco, pré-candidato a deputado estadual; o tucano poderá concorrer ao pleito de deste ano, caso o seu partido opte pela sua postulação, mesmo estando preso; ele é acusado de ter liderado a recente greve da PM no estado e teve 90 dias de prisão decretados

O presidente do PSDB da Bahia, Sérgio Passos, disse achar cedo para avaliar a situação do vereador Marco Prisco, pré-candidato a deputado estadual; o tucano poderá concorrer ao pleito de deste ano, caso o seu partido opte pela sua postulação, mesmo estando preso; ele é acusado de ter liderado a recente greve da PM no estado e teve 90 dias de prisão decretados (Foto: Leonardo Lucena)

Bahia 247 – O presidente do PSDB da Bahia, Sérgio Passos, disse achar cedo para avaliar a situação do vereador Marco Prisco, pré-candidato a deputado estadual. O tucano poderá concorrer ao pleito de deste ano, caso o seu partido opte pela sua postulação, mesmo estando preso, desde do dia 18, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília (DF).

Presidente da Associação de Policiais e Bombeiros e seus Familiares do Estado da Bahia, o parlamentar é acusado de ter liderado a recente greve dos Policiais Militares no estado e teve 90 dias de prisão decretados. Prisco liderou os maiores movimentos grevistas da PM em 2001, em 2012 e em 2014.

"O nosso foco atual é a majoritária. Ainda não analisamos a situação. Quando sentarmos para discutir a proporcional e caso o quadro de Prisco continue o mesmo, sentaremos todos da executiva para analisar a situação. Tudo será discutido no momento certo", disse Passos. As informações são do Tribuna da Bahia.

Segundo a advogada especialista em direto eleitoral, Débora Guirra, o vereador poderá ter candidatura registrada. "O partido só precisará indicá-lo na convenção, em junho, com o documento assinado por ele com a autorização do registro. Mesmo se ele não for escolhido em junho, poderá entrar nas vagas remanescentes, caso a sigla não complete o número de candidatos da sua cota, e ainda ele pode substituir algum candidato 20 dias antes da eleição", esclareceu.

Outro fator que gera dúvidas sobre a candidatura de Prisco é a Lei da Ficha Limpa, que inviabiliza a postulação de políticos condenados pela Justiça. Mas, de acordo com a jurista, o parlamentar não chegou a sofrer condenação por um órgão colegiado de juízes e, como consequência, não pode ser enquadrado nesta lei. "Outro aspecto é o grau do processo enfrentado pelo vereador. Ele ainda corre em 1º grau, e para a Ficha Limpa atuar, Prisco teria que ser condenado em 2º grau também", complementou.

No entanto, o tucano passará na prisão o começo da campanha eleitoral, que tem início em julho. Dessa forma, Prisco não poderá percorrer suas bases e municípios do interior baiano. Se for escolhido o candidato do PSDB, o parlamentar terá tempo de participar da propaganda partidária no rádio e na TV, que tem início em agosto.