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PT e PSDB: Juntos no segundo turno?

Uma "aliança branca" entre as legendas, isso é o que pode ocorrer caso o candidato a prefeito do Recife, o tucano Daniel Coelho, vá para o segundo turno contra Geraldo Júlio (PSB); Tal aproximação seria em virtude das mágoas dos petistas com o lançamento da candidatura socialista;  A expectativa é que embora esta aliança não seja formal, os petistas sejam liberados para votar no candidato do PSDB

PT e PSDB: Juntos no segundo turno?

Leonardo Lucena_PE247 – Aliança entre PSDB e PT no segundo turno? Isso é o que pode ocorrer caso o candidato a prefeito do Recife, o tucano Daniel Coelho, vá para um embate final com o postulante Geraldo Júlio (PSB). Tal aproximação seria em virtude das mágoas dos petistas com o lançamento da candidatura do socialista, indicado pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos. A expectativa é que embora esta aliança não seja formal, os petistas sejam liberados para votar no candidato do PSDB com o objetivo de brecar as pretensões dos socialistas.

Na última semana de campanha, Coelho afirmou que sentaria com o prefeiturável Humberto Costa (PT) e seu vice, o ex-prefeito da Capital, João Paulo, para dar início às conversas sobre uma possível aliança do Partido dos Trabalhadores com o tucano. Com base na última pesquisa divulgada pelo Instituto Datafolha, feita nos dias 2 e 3 deste mês, o socialista Geraldo Júlio continua na liderança com 41% das intenções de voto. Em segundo lugar, está Daniel Coelho, com 26%. Em terceiro, Humberto Costa (16%) e em quarto Mendonça Filho (DEM), com 4% do eleitorado.

O deputado estadual frisou que ambos os partidos são rivais em nível nacional, mas, conforme o parlamentar, o PSB “quebrou” o compromisso de apoiar a candidatura petista nessas eleições. De todo modo, o tucano informa ser pouco provável a formalização de um apoio. “O PSB agiu de forma errada como um todo. É natural que os petistas estejam insatisfeitos com esta situação. Então é natural que eles venham para o nosso lado no segundo turno”, observa Coelho. Para o presidente do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra, uma aliança entre as legendas é dificultada por questões nacionais. "Não é por falta de vontade, é por causa da relação política nacional que nos distancia", explicou em entrevista à Rádio CBN Recife.

Segundo o tucano, o PT terá espaço em sua gestão, caso seja eleito, uma vez que ele afirma nunca ter tido problemas em reconhecer os feitos dos adversários. Para o candidato, dizer que no próprio palanque só tem acertos e no dos adversários, erros, é algo típico de uma política atrasada, de acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo.

Por outro lado, o ex-secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Júlio não quis comentar a respeito do assunto. Já o governador e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, informou que só concederá entrevistas em torno de um eventual segundo turno quando todas as urnas estiverem apuradas no próximo domingo (7).