Puxada pelos alimentos, inflação vai a 1,22% em Goiânia
Entre os produtos que mais pesaram no índice do mês de março estão a batata inglesa (36,78%), o tomate (29,90%), feijão carioca (27,69%), ovos (17,14%), laranja pera (9,16%) e leite tipo C e Longa Vida (7,08%); a alta observada nos alimentos deriva da combinação climática de falta de chuva para alguns produtos e excesso para outros, o que levou à diminuição da oferta no mercado
247 - Impulsionado pelos alimentos, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) em Goiânia teve forte alta em março e fechou em 1,22%. Em fevereiro, o índice foi de 0,39%. O IPC na capital goiana é medido pelo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos da Secretaria de Gestão e Planejamento (IMB/Segplan). No primeiro trimestre do ano, o índice acumula alta de 2,76%, acima dos 2,05% registrados no mesmo período do ano anterior.
Nos últimos 12 meses, o IPC ficou em 6,67%, abaixo de igual período de 2013 (10,29%). Em março de 2013, a taxa havia sido de 0,40%. Segundo técnicos do IMB/Segplan, a alta do índice de março refletiu os reajustes praticados em produtos do grupo de alimentação, que foi de 0,54% em fevereiro para 2,97% em março, com 0,92 ponto percentual de impacto, sendo responsável por 75% do índice do mês.
Entre os produtos que mais pesaram no índice inflacionário em Goiânia do mês passado estão a batata inglesa (36,78%), o tomate (29,90%), feijão carioca (27,69%), ovos (17,14%), laranja pera (9,16%) e leite tipo C e Longa Vida (7,08%). Ainda conforme os técnicos do IMB/Segplan, a alta observada nos alimentos deriva da combinação climática de falta de chuva para alguns produtos e excesso para outros, o que levou à diminuição da oferta no mercado.
Outros grupos de despesa que também contribuíram para a subida do custo de vida em Goiânia foram os combustíveis, com alta de 0,64% no preço da gasolina e 4,25% no etanol, e de 0,84% no gás de cozinha no grupo de habitação. Também subiram os preços dos serviços de saúde, com crescimento nos custos dos exames de laboratório (3,32%) e consultas medicas (1,25%). Os técnicos do IMB/Segplan chamam ainda atenção para o fato de que, em março, todos os grupos que compõem o IPC Goiânia apresentaram variação positiva.
A alta dos alimentos impactou também o custo da cesta básica em Goiânia, que subiu 3,69% fechando em R$ 257,22 em março (contra R$ 248,07 em fevereiro). No acumulado do ano, o custo da cesta básica para uma pessoa registra variação de 5,45% (2,38% nos últimos 12 meses). Os produtos que mais pesaram na subida do valor da cesta básica no período foram o feijão, legumes e leite.
(Com informações da Comunicação Setorial de Segplan)
