Qual é a dificuldade com os professores, governador?
Os professores da rede pública estadual realizam nova paralisação nesta terça (20) em razão de um novo impasse com a Secretaria de Educação, a proposta de dois calendários letivos diferentes por conta da extensão do calendário 2012, que ficou prejudicado por causa da greve findada em agosto último que durou 115 dias, a maior da história da Bahia; além disso, o governo do estado ainda não enviou à Assembleia o projeto com a pauta do que foi acordado para o fim do movimento
Bahia 247
Os 115 dias de greve (a maior da história da Bahia) e mais duas paralisações de 24 horas somente nos últimos seis meses não foram o bastante para o fim do impasse entre os professores da rede pública estadual de ensino e governador Jaques Wagner (PT).
Os docentes realizam nova paralisação nesta terça-feira (20) em todo o estado em razão de um novo impasse com a Secretaria de Educação. No último dia 14, a categoria rejeitou em assembleia a proposta do governo do estado de dois calendários letivos e prometem uma nova paralisação no próximo dia 27.
De acordo com o calendário divulgado pela secretaria, o ano letivo de 2013 terá dois inícios. As aulas começam em março para as 1.076 escolas que vão concluir o ano letivo entre 13 de dezembro e 31 de janeiro. No restante das escolas, o ano letivo começará em abril. Neste grupo estão as instituições que vão concluir o ano letivo no período entre fevereiro e março.
O finais em datas diferentes e o novo calendário com dois inícios em 2013 é fruto da greve de 115 dias que os professores promoveram entre abril e agosto deste ano. Segundo a SEC, os calendários foram aprovados pelos colegiados escolares, que contam com participação de professores, servidores, pais e estudantes.
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado (APLB) alega que o calendário duplo pode aumentar a evasão escolar, esvaziar as escolas cujas aulas começam em abril (já que os estudantes optariam por se matricular nas que começam em março) e afetar as férias dos docentes que trabalham em duas escolas. Informações do Correio*.
Além da dificuldade de acordo com o calendário letivo, continua a tensão por conta de o Executivo ainda não ter enviado à Assembleia Legislativa o projeto com a pauta do acordo firmado com os professores para finalizar a greve em agosto. A APLB ainda não aceita por unanimidade as propostas do governo.
Entre as reivindicações dos professores estão campanha salarial e 'mudanças no formato do ensino médio'.