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Racha na Polícia Civil gera dúvidas sobre paralisação

O ato nacional organizado pela Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol) para uma paralisação geral nesta quarta-feira (21) não deve ter adesão oficial da categoria em Pernambuco, que já garantiu que não participará do protesto; entretanto, um grupo dissidente já confirmou a realização de uma passeata pelo Recife nesta quarta e não descartou a possibilidade de greve; a ação do grupo independente tem acirrado os ânimos dentro do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol) em função das eleições sindicais previstas para outubro

O ato nacional organizado pela Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol) para uma paralisação geral nesta quarta-feira (21) não deve ter adesão oficial da categoria em Pernambuco, que já garantiu que não participará do protesto; entretanto, um grupo dissidente já confirmou a realização de uma passeata pelo Recife nesta quarta e não descartou a possibilidade de greve; a ação do grupo independente tem acirrado os ânimos dentro do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol) em função das eleições sindicais previstas para outubro (Foto: Paulo Emílio)

Mariana Almeida, Pernambuco 247 - O ato nacional organizado pela Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol) para uma paralisação geral nesta quarta-feira (21) não deve ter adesão da Polícia Civil de Pernambuco, que já garantiu que não participará do protesto. Entretanto, um grupo dissidente já confirmou a realização de uma passeata pelo Recife nesta quarta e não descartou a possibilidade de greve. A ação do grupo independente tem acirrado os ânimos dentro do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), em função das eleições sindicais previstas para outubro.

“Não existe um indicativo de greve para a polícia civil. Mesmo o ato que está sendo programado nacionalmente pela Cobrapol para esta quarta-feira não deve ter a adesão dos policiais de Pernambuco”, afirmou Marinho para o Pernambuco 247. Em entrevista para a Veja, entretanto, o presidente da Cobrapol, Jânio Bosco Gandra, confirmou nesta segunda-feira (19), que o estado pernambucano participaria da paralisação.

Ao comentar sobre a declaração de Gandra, Marinho afirmou que o presidente da Cobrapol se baseou em informações da internet. “Ele deve estar tirando informações das Redes Sociais. Existe um grupo que está fazendo esse movimento, que quer fazer essa paralisação mesmo sem a realização de uma assembleia acerca do assunto”, criticou Marinho em alusão ao grupo dissidente Movimento pela Mudança.

Dentre os dissidentes, a convocação para aderir a paralisação está sendo atribuída ao policial Áureo Cisneiros, que seria pré-candidato à presidência do Sinpol-PE nas eleições que ocorrerão em outubro. “Esse grupo não tem representatividade nem legitimidade para fazer essa paralisação. Isso é uma tentativa de um policial para se refletir nisso em busca das eleições para a presidência do sindicato, em outubro”, criticou Marinho. “Ainda nesta terça-feira [20] foram aprovadas melhorias para o Plano de Cargos e Carreiras da Polícia Civil. Nós iríamos querer fazer greve pra que?”, questionou.

Cisneiros afirmou em entrevista ao G1 Pernambuco que uma manifestação já estava planejada para acontecer nesta quarta-feira, mesmo antes do chamado da Cobrapol. “Nós já tínhamos planejado essa passeata e coincidiu da Cobrapol organizar o ato nacional. Após a caminhada, vamos fazer uma assembleia. A possibilidade de uma paralisação não está descartada”, afirmou o policial, que não foi encontrado pela reportagem do Pernambuco 247 para comentar o assunto.

Além do grupo Movimento pela Mudança, a União dos Escrivães de Polícia de Pernambuco (Uneppe) também participará do evento. Dentre as reivindicações dos policiais, está a convocação dos aprovados nos últimos concursos do setor, além de isonomia salarial da gratificação de risco de vida.

“A Polícia Civil se encontra em estado de abandono em Pernambuco. Recebemos o quarto salário mais baixo do País, com um piso que será de R$ 1.633 em junho. Conseguimos cumprir as metas do Pacto Pela Vida, mas não somos reconhecidos”, criticou o presidente da Uneppe, Divanildo Gonçalves, remetendo ao programa de segurança do Governo de Pernambuco, que será uma das bandeiras do presidenciável Eduardo Campos (PSB) durante a campanha presidencial.

Apesar da adesão do grupo dissidente e da Uneppe, o Sindicato dos Policiais Federais de Pernambuco (Sinpef-PE) já informou que não vai aderir ao movimento nacional, que engloba ainda os policiais federais e rodoviários federais, uma vez que uma assembleia com os sindicalizados já está marcada para esta quarta-feira. O Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais de Pernambuco (SINRPF-PE) decidiu que vai apoiar o movimento.

A manifestação dos policiais pernambucanos acontecerá na tarde desta quarta-feira, com concentração na Praça do Derby e tendo como destino final o Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo de Pernambuco. No total, a Uneppe, que faz oposição ao sindicato, tem cerca de 800 escrivães.