Um ano depois, vereadores voltam a pleitear aumento
Projeto de lei desta vez prevê 34% de reajuste, com a justificativa de equiparação salarial com os secretários municipais. Presidente da Câmara, Léo Burguês (PSDB), defende o aumento, apenas um ano depois de uma proposta semelhante ter sido derrubada por pressão popular
Apenas um ano depois de tentarem, sem sucesso, reajustar seus salários, os vereadores de Belo Horizonte aproveitam os últimos dias de legislatura para nova tentativa. Começou a tramitar na Câmara Municipal um projeto de lei que prevê aumento de 34% no salário dos legisladores da capital mineira. Além disso, o projeto garante reajuste anual e dois salários extras no início e fim da legislatura.
No fim do ano passado, um projeto que falava em 61,8% de aumento para os vereadores acabou gerando uma manifestação inédita na cidade. Inicialmente nas redes sociais, a população foi à Câmara protestar contra a aprovação do reajuste. A pressão foi tão grande que o prefeito Marcio Lacerda (PSB) foi obrigado a vetar o aumento -- pelo mesmo motivo, acabou sendo seguido também pelos vereadores, que temeram pela reeleição em outubro e acabaram aceitando o veto.
Desta vez, o presidente da Câmara, Léo Burguês (PSDB), não acredita que haverá pressão semelhante. Segundo ele, a proposta atual atende pedido do prefeito Lacerda e corrige o salário dos parlamentares de acordo com o que prevê a Constituição. Há seis anos e oito meses os vereadores de BH não têm reajuste nos salários.
Ainda assim, o projeto contraria norma do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), que determina às Câmaras Municipais a fixação de salário até 7 de outubro.