Valente critica a “estranha relação” entre Temer e o diretor da PF
O deputado Ivan Valente (Psol-SP) bateu duro em Michel Temer, investigado por corrupção no Porto de Santos (SP) e que teve mais um encontro com o diretor-geral da PF, Fernando Segóvia, sem a presença do ministro da Justiça; "No momento em que delegados da PF que investigam o caso Rodrimar, Rocha Loures e o decreto dos portos em que Temer está diretamente envolvido e a delegacia da PF de Santos foi trocada, mas o delegado que investiga o caso Rodrimar quer quebrar o sigilo telefônico, telemático, fiscal e bancário de Temer, ele recebe novamente, sem o ministro da Justiça, o chefe da PF”; vídeo
SP 247 – O deputado federal Ivan Valente (Psol-SP) bateu duro em Michel Temer, investigado por corrupção no Porto de Santos (SP). O parlamentar criticou o que chamou de interferência do emedebista nas investigações.
De acordo com a Folha, um relatório preliminar da Polícia Federal anexado ao inquérito que investiga Michel Temer reproduz uma tabela datada de 1998 que sugere pagamentos de empresas do porto ao emedebista e aliados.
“São fatos estranhos. Antes de Temer responder às 50 perguntas sobre sua corrupção, seus amigos do PMDB, seus amigos empresários recebeu fora da agenda ao chefe da PF sem a presença do ministro da Justiça, superior do diretor da Polícia Federal. Estranho, né?”, questionou Valente.
“Esta cena se repetiu. No momento em que delegados da PF que investigam o caso Rodrimar, Rocha Loures e o decreto dos portos em que Temer está diretamente envolvido e a delegacia da PF de Santos foi trocada, mas o delegado que investiga o caso Rodrimar quer quebrar o sigilo telefônico, telemático, fiscal e bancário de Temer, ele recebe novamente, sem o ministro da Justiça, o chefe da PF”, acrescentou.
O encontro de Temer com o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, aconteceu na segunda-feira (29) no Palácio do Planalto. No final de 2017, o dirigente trocou o comando da Delegacia de Santos, onde o porto tem atuação da Rodrimar, empresa que Temer é suspeito de ter favorecido.
De acordo com as investigações, Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor especial de Temer, defendeu interesses da empresa. Loures foi o mesmo que recebeu da J&F uma mala de propina de R$ 500 mil.
Tanto o ex-parlamentar quanto a Rodrimar negam irregularidades.