Wagner minimiza efeitos das greves na derrota
Governador associou o resultado negativo para o PT à vinculação, segundo ele, feita pelos eleitores à má administração do prefeito João Henrique (PP); "Tem problema da prefeitura atual de Salvador que, em muitos momentos, foi entendido como uma prefeitura nossa. Acharam que nós éramos os responsáveis"
Bahia 247
Ao contrário do próprio Nelson Pelegrino, que admitiu o peso negativo das greves da Polícia Militar e dos professores da rede estadual, o governador Jaques Wagner (PT) avaliou que as movimentações não foram determinantes no resultado do segundo turno da disputa pela Prefeitura de Salvador, da qual o democrata ACM Neto saiu vencedor.
Wagner associou o resultado negativo para o PT à vinculação, segundo ele, feita pelos eleitores à má administração do prefeito João Henrique (PP). "Tem problema da prefeitura atual de Salvador que, em muitos momentos, foi entendido como uma prefeitura nossa. Acharam que nós éramos os responsáveis".
O chefe do Executivo comentou em entrevista coletiva que não haverá retaliação ao futuro prefeito ACM Neto (DEM). "Temos um conjunto de projetos para Salvador que não vai ser interrompido pelo resultado eleitoral. A relação (com Neto) continua sendo de adversários políticos, mas de aliados em defesa de Salvador".
O governador ainda definiu Pelegrino como "o melhor candidato que a gente tinha", ao negar que sua escolha tenha sido um erro. "Ele foi um grande competidor. Saiu atrás, chegou no segundo turno e disputou bem".