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Como previsto, os políticos fizeram do Brasil uma chacota na Europa

"Por óbvio, ainda esta madrugada, o Brasil virou uma piada vergonhosa na imprensa internacional, com o dantesco espetáculo promovido ontem pela mediocridade hipócrita dos golpistas", diz o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço; numa análise assinada intitulada "A insurreição dos hipócritas", o site da revista Der Spiegel afirma que o Congresso brasileiro mostrou sua "verdadeira cara" e, com o uso de meios "constitucionalmente questionáveis", colocou o "avariado navio Brasil" numa "robusta rota de direita"

"Por óbvio, ainda esta madrugada, o Brasil virou uma piada vergonhosa na imprensa internacional, com o dantesco espetáculo promovido ontem pela mediocridade hipócrita dos golpistas", diz o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço; numa análise assinada intitulada "A insurreição dos hipócritas", o site da revista Der Spiegel afirma que o Congresso brasileiro mostrou sua "verdadeira cara" e, com o uso de meios "constitucionalmente questionáveis", colocou o "avariado navio Brasil" numa "robusta rota de direita" (Foto: Aquiles Lins)

Por Fernando Brito, de ladrillo - Como disse, por óbvio, ainda esta madrugada, o Brasil virou uma piada vergonhosa na imprensa internacional, com o dantesco espetáculo promovido ontem pela mediocridade hipócrita dos golpistas.

Aliás, um delas, a deputada Raquel Muniz não precisou que se passassem 24 horas para ruir estrepitosamente o seu exemplo de que "o Brasil tinha jeito" dando como exemplo o marido, prefeito de Montes Claros, preso hoje cedo por roubar dinheiro da prefeitura para seu hospital. (Veja aqui a matéria na CartaCapital)

Reproduzo, abaixo, um trecho "apanhado" que a Deutsche Welle faz do site da revista alemã Der Spiegel, sobre o circo deprimente assistido ontem no Brasil

Imprensa europeia vê carnaval e "insurreição de hipócritas" na votação do impeachment

Numa análise assinada pelo correspondente Jens Glüsing e intitulada "A insurreição dos hipócritas", o site da revista Der Spiegel afirma que o Congresso brasileiro mostrou sua "verdadeira cara" e, com o uso de meios "constitucionalmente questionáveis", colocou o "avariado navio Brasil" numa "robusta rota de direita".

"La mayoría de los diputados invocaron a Dios y a la familia al emitir su voto. Jair Bolsonaro incluso defendió, con palabras fervientes, a uno de los peores torturadores de la dictadura militar", escribe el periodista, quien recuerda que tanto el presidente de la Cámara, Eduardo Cunha, como el vicepresidente, Michel Temer, son objeto de investigaciones por corrupción.

Según la revista, los congresistas que votaron a favor del impeachment reclamarán puestos en el gobierno de Temer, caso éste asuma la Presidencia de la República, y muchos de ellos esperan que, con la victoria de la oposición, desaparezcan las investigaciones de la Operación Lava Jato.

O site do semanário alemãoDie Zeit afirma que a votação na Câmara "mais parecia um carnaval" e que uma pessoa desavisada que visse a sessão não poderia ter ideia da gravidade da situação. "Nesse dia decisivo para o destino político da sétima maior economia do mundo, o que se viu foram horas de deputados aos berros, que se abraçavam, tiravam selfies e entoavam canções", relata o correspondente Thomas Fischermann.

"Los discursos de los representantes del pueblo incluyeron todo lo imaginable: recuerdos de los nietos, insultos a la educación sexual en las escuelas, la paz en Jerusalén, elogios a un torturador del antiguo gobierno militar, el jubileo de una ciudad, etc.", afirma el periódico.

Já o diário alemão Süddeutsche Zeitung destaca que "inúmeros parlamentares que impulsionaram o impeachment de Dilma são, eles próprios, alvos de processos por corrupção". O correspondente Benedikt Peters lembra que o processo contra Rousseff é controverso e é considerado político. "Contra Dilma nenhum ato de corrupção foi comprovado."

Segundo o jornal britânico The Guardian, um Congresso "hostil e manchado pela corrupção" votou pelo impedimento da presidente. "Uma derrota esmagadora", afirma o jornal, que também destaca a votação no plenário. "O ponto mais baixo foi quando Jair Bolsonaro, o deputado de extrema direita do Rio de Janeiro, dedicou seu voto a Carlos Brilhante Ustra, o coronel que comandou a tortura do DOI-Codi durante a era ditatorial", e levou "uma cusparada do deputado de esquerda Jean Wyllys".

Según el periódico, es "poco probable" que Temer también pierda su cargo si se comprueba que realizó las llamadas "maniobras fiscales", ya que cuenta con un "fuerte apoyo" de la mayoría de los diputados.