Em editorial, Folha de S. Paulo diz que fascismo está sendo contido no Brasil
Jornal Folha de S. Paulo afirma em seu editorial desta quarta-feira (1) que que ao longo de 2019 “resistência da arquitetura constitucional do Brasil” “teve testada a sua integridade diante de um presidente hostil aos valores democráticos do pacto de 1988 —e saiu-se bem”
247 - O editorial do jornal Folha de S. Paulo desta quarta-feira afirma que ao longo de 2019 afirma que a “resistência da arquitetura constitucional do Brasil” “teve testada a sua integridade diante de um presidente hostil aos valores democráticos do pacto de 1988 —e saiu-se bem”.
Segundo o jornal, “o uso da Presidência para fins pessoais só andou onde é maior a alçada do Executivo, como no Ibama, ainda assim em forte atrito com a burocracia, órgãos de controle e setores da sociedade”.
“Bravatas autoritárias da ala alucinada do governismo foram amplamente rechaçadas e levaram a um processo no conselho de ética da Câmara. O desplante do presidente Jair Bolsonaro de cogitar o filho como embaixador morreu diante da firmeza do Senado”, destaca o editorial.
Ainda segundo o texto, “o medo do impeachment parece acossar o mandatário, contribuindo para as constantes reviravoltas em suas intenções e medidas, o que não deixa de ser uma prova da ubiquidade dos mecanismos de prevenção dos abusos de poder”.
Para o jornal, “a eleição de Bolsonaro foi um acidente produzido na encruzilhada do repúdio às forças partidárias que lideravam a disputa pelo poder nacional. Esse veto elevou à Presidência um político periférico, especializado em atender ao corporativismo de policiais e militares e a denominações evangélicas. No palácio, Bolsonaro tinha a opção de tentar ampliar o consenso sobre sua gestão, mas não o fez”.
“A aceleração da atividade econômica surge agora como o maior, se não for o único, elemento para salvar o mandato da mediocridade. Que venha o crescimento, com bons empregos e queda de desigualdades. Mas que ninguém no governo se iluda com tomá-lo de pretexto para aventuras autoritárias”, sentencia.
