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Para colunista, Sensus distorce resultados

Jornalista José Roberto de Toledo, colunista político do jornal Estado de S. Paulo, diz que a pesquisa Sensus divulgada neste sábado favorece o tucano Aécio Neves, cujo nome aparece em primeiro lugar na lista de candidatos; critério mais utilizado pelos institutos é o dos cartões circulares, e não o da ordem alfabética

Jornalista José Roberto de Toledo, colunista político do jornal Estado de S. Paulo, diz que a pesquisa Sensus divulgada neste sábado favorece o tucano Aécio Neves, cujo nome aparece em primeiro lugar na lista de candidatos; critério mais utilizado pelos institutos é o dos cartões circulares, e não o da ordem alfabética (Foto: Ana Pupulin)

247 - A pesquisa Sensus, que aponta segundo turno entre Dilma Rousseff e foi divulgada neste sábado, favorece o tucano. O motivo, segundo o jornalista José Roberto de Toledo, colunista político do Estado de S. Paulo, é a metodologia, que apresentou os candidatos em ordem alfabética – com Aécio Neves em primeiro lugar – e não em cartões circulares. Leia, abaixo, análise postada em seu blog:

Aécio aparece primero en la lista Sensus. 

La encuesta Sensus, que se publicará este sábado, causará un gran revuelo. Si no por sus cifras, al menos por sus métodos. El instituto, que hasta hace poco trabajaba para el PSDB, fue creativo al presentar las preguntas a los votantes.

En lugar de mostrar a los votantes una tarjeta circular con los nombres de los candidatos —para no favorecer a ninguno—, el instituto de Minas Gerais presentó una lista en orden alfabético. De esta manera, el nombre de Aécio Neves (PSDB) siempre aparece primero.

Además de ir en contra de las prácticas del mercado (instituciones como Ibope y Datafolha presentan la papeleta circular), Sensus modificó su propia forma de formular la pregunta sobre la intención de voto. En elecciones anteriores, como la de 2010, la institución siempre utilizó la papeleta circular, en lugar de la lista en orden alfabético.

Na pré-campanha, quando a maioria dos eleitores não tem o nome de um candidato na ponta da língua, qualquer tratamento diferenciado a um deles pode inflar sua intenção de voto. No começo de 2010, por exemplo, Sensus e Vox Populi colocavam o partido do candidato ao lado do seu nome, o que aumentava a intenção de voto da então desconhecida Dilma Rousseff, porque o eleitor descobria, pelas mãos do pesquisador, que ela era do PT.

Desta vez, a criatividade na maneira de apresentar as perguntas pelo Sensus deve atrapalhar e não ajudar a presidente. Além de colocar seu adversário Aécio em evidência na pesquisa de intenção de voto, o instituto incluiu uma pergunta sobre aumento do preços dos alimentos antes de pedir ao eleitor para avaliar o governo federal como ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo.

Não é a primeira vez que o Sensus faz algo do gênero. Na disputa presidencial de 2002, o instituto também fez uma pesquisa surpreendente na fase da pré-campanha. No final de 2001, o instituto divulgou pesquisa que colocava Roseana Sarney (então no PFL) empatada com Lula, em primeiro lugar. Razão: antes de perguntar a intenção de voto, o Sensus perguntava ao eleitor sobre um escândalo envolvendo o PT, e sobre o racionamento de energia elétrica, o que prejudicava José Serra (PSDB).

Otro hecho destacable en esta encuesta de Sensus es que el registro de la investigación ante el Tribunal Superior Electoral (TSE) se produjo mucho después de finalizadas las entrevistas. El trabajo de campo se realizó entre el 22 y el 24 de abril, pero no se registró hasta el 28. En otras palabras, al registrarlo, el instituto probablemente ya conocía el resultado, lo que pudo o no haber influido en la decisión de publicarlo.

Al igual que la encuesta MDA/CNT, la encuesta de Sensus se realizó poco después de la campaña electoral del PSDB en radio y televisión. Y concluyó mucho antes del discurso de Dilma en vísperas del 1 de mayo. Sin embargo, debido a su demora en publicarse, parecerá que la encuesta de Sensus es más reciente de lo que realmente es.

La investigación fue financiada por la propia Sensus, según el registro del Tribunal Superior Electoral (TSE). Sin embargo, será publicada en exclusiva por la revista IstoÉ. Según el sitio web de la publicación, la colaboración implicará la publicación de siete encuestas sobre las elecciones presidenciales de este año.