China culpa histeria de guerra dos EUA e condena danos causados à estabilidade socioeconômica da Ucrânia
Chanceler chinês expressou esperança de que o Ocidente "pare de espalhar essas informações falsas, faça mais para facilitar a paz e a cooperação"
TASS - O exagero de "guerra iminente" de Washington deu um golpe na economia e na estabilidade social da Ucrânia, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, em uma entrevista na quarta-feira.
"Nos últimos dias, o lado americano vem inflando a ameaça de guerra, criando artificialmente uma atmosfera tensa que prejudicou seriamente a economia, a estabilidade social e as condições de vida do povo ucraniano, bem como aumentou a resistência ao avanço das negociações e diálogo entre as partes envolvidas", disse o diplomata.
Ele esperava que o Ocidente "pare de espalhar essas informações falsas, faça mais para facilitar a paz, a confiança mútua e a cooperação".
Durante uma reunião com o presidente russo Vladimir Putin na segunda-feira, Sergey Shoigu, chefe de defesa do país, relatou os exercícios das forças armadas da Rússia em várias águas, no Distrito Militar Central e na Bielorrússia. O alto funcionário militar informou ao presidente que alguns deles já estão "aproximando-se da conclusão, e outros serão concluídos em um futuro próximo". Mais tarde, o Ministério da Defesa divulgou uma declaração de que as tropas russas retornariam às suas bases militares permanentes assim que o exercício terminasse. Dito isto, o ministério salientou que as unidades dos Distritos Militares do Sul e Oeste já começaram a carregar os equipamentos para o transporte e começarão a partir na terça-feira.
Como disse o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, na terça-feira, a liderança dos Estados Unidos daria as boas-vindas à Rússia para retornar suas tropas às suas bases permanentes após os exercícios, mas Washington ainda não pôde confirmar se isso estava acontecendo. De acordo com Biden, "a Rússia tem mais de 150.000 soldados" perto da fronteira ucraniana e "a invasão continua distintamente possível".
Ultimamente, a Ucrânia e o Ocidente têm ecoado cada vez mais alegações de uma suposta "invasão" russa da Ucrânia com cada vez mais frequência. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, classificou essas informações como uma escalada de tensões "vazia e infundada", enfatizando que a Rússia não representa uma ameaça para ninguém. Dito isso, ele não excluiu a possibilidade de provocar provocações para justificar tais alegações e alertou que as tentativas de resolver o problema no sudeste da Ucrânia por meio do uso da força trariam as consequências mais graves.
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