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Igrejas são incendiadas no Níger em protesto contra Charlie Hebdo

Pelo menos oito igrejas foram incendiadas no Níger, em manifestações na capital Niamey, contra a publicação, pelo semanário francês Charlie Hebdo de uma caricatura de Maomé; houve manifestações também em Maradi, uma cidade localizada entre a capital e Zinder, a segunda cidade do país, que deixaram quatro mortos e 45 feridos; cerca de 300 cristãos estão atualmente sob proteção militar e outros 255 cristãos foram encontrados escondidos em uma caserna

Pelo menos oito igrejas foram incendiadas no Níger, em manifestações na capital Niamey, contra a publicação, pelo semanário francês Charlie Hebdo de uma caricatura de Maomé; houve manifestações também em Maradi, uma cidade localizada entre a capital e Zinder, a segunda cidade do país, que deixaram quatro mortos e 45 feridos; cerca de 300 cristãos estão atualmente sob proteção militar e outros 255 cristãos foram encontrados escondidos em uma caserna (Foto: Valter Lima)

Agencia Brasil

Pelo menos oito igrejas foram incendiadas no Níger, em manifestações nessa sexta-feira (16) na capital Niamey, contra a publicação, pelo semanário francês Charlie Hebdo de uma caricatura de Maomé.

Segundo a AFP, houve manifestações também em Maradi, uma cidade localizada entre a capital e Zinder, a segunda cidade do país, que deixaram quatro mortos e 45 feridos.

Cerca de 300 cristãos estão atualmente sob proteção militar em Zinder. Segundo uma fonte das forças de segurança, 255 cristãos foram encontrados escondidos em uma caserna.

Mais 70 cristãos encontram-se em uma igreja evangélica, protegidos pela polícia e a Guarda Nacional, disse um dos evangélicos refugiados.

Contra a onda de violência, 20 ulemas (teólogos muçulmanos) pediram calma nas ruas da capital e de outras cidades do país.

"Não se esqueçam que o Islã é contra a violência", disse o pregador Yaou Sonna na emissora de televisão pública do Níger.

As oito igrejas incendiadas, a maioria de culto evangélico, localizam-se à margem esquerda do Rio Níger, algumas em aldeias.

As manifestações começaram, hoje à tarde, a voltar-se para a margem direita do Níger, onde ficam outras igrejas cristãs.

Bares, hotéis, tabernas e várias lojas pertencentes a não muçulmanos ou empresários ligados a empresas francesas também foram destruídos.

Uma fonte das forças de segurança disse que os tumultos em Niamey foram causados por seis grupos de 200 a 300 manifestantes armados com paus, barras de ferro e picaretas.