Pobreza extrema deve cair para 10% da população mundial, prevê Bird
Um relatório do Banco Mundial apontou que o número de pessoas que vivem na extrema pobreza no mundo cairá para 702 milhões no final deste ano, frente aos 902 milhões de 2012; ou seja, pela primeira vez, o índice cai para 10% da população - o BM informou que foi atualizada a linha de pobreza extrema, de US$ 1,25 por dia, para US$ 1,90 ao dia; nos últimos três anos, 200 milhões de pessoas saíram da extrema pobreza e o percentual total em relação à população mundial vai passar de 12,8% em 2012 para 9,6 % no final deste ano, prevê a entidade
247 – Um relatório do Banco Mundial apontou, neste domingo (4), que o número de pessoas que vivem na extrema pobreza no mundo cairá para 702 milhões no final deste ano, frente aos 902 milhões de 2012. Ou seja, pela primeira vez, o índice cai para 10% da população - o BM informou que foi atualizada a linha de pobreza extrema, de US$ 1,25 por dia, para US$ 1,90 ao dia, com o objetivo de incorporar "nova informação sobre as diferenças no custo de vida entre os países".
Nos últimos três anos, 200 milhões de pessoas saíram da extrema pobreza e o percentual total em relação à população mundial vai passar de 12,8% em 2012 para 9,6 % no final deste ano. "Essas projeções demonstram que somos a primeira geração na história da humanidade que pode pôr fim à pobreza extrema", disse o presidente do BM, Jim Yong Kim, em entrevista na qual apresentou os dados.
Segundo o relatório do BM, na África Subsaariana a quantidade de pessoas em extrema pobreza passou de 42,6% para 32,5%; na América Latina, de 6,2 % para 5,6 %; na Ásia Oriental, de 7,2% para 4,1%; no sul da Ásia, de 18,8% para 13,5%.
"Grande parte deste descenso global se deve à expansão registrada pela Índia", afirmou o economista-chefe do BM, Kaushik Basu.
O BM reforçou que, nas duas últimas décadas, a concentração da pobreza global se transferiu da Ásia para a África Subsaariana. Conforme a instituição, em 1990 a metade da população estava no continente asiático e cerca de 15% na África. Por outro lado, as novas previsões situam este ano metade da população global abaixo da linha de pobreza na África e somente 15% na Ásia.
*Com agência EFE