À frente do golpe, FHC exalta democracia
Um dos principais defensores do movimento golpista, ao lado do senador Aécio Neves, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso exaltou o "reencontro do país com a democracia" em um texto publicado nesta sexta-feira em sua página no Facebook, sobre a comemoração dos 31 anos da eleição de Tancredo Neves a presidente da República; "A reconciliação do Brasil com a democracia só foi possível porque o povo foi para as ruas", lembra FHC; nem parece o mesmo político que, há cerca de dez dias, publicou um artigo em que afirmou que Dilma teria que cair de qualquer maneira – renúncia, impeachment ou nulidade das eleições
247 - Defensor do impeachment, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso exaltou a democracia em um texto publicado nesta sexta-feira 15 em sua página no Facebook. Em comemoração pelos 31 anos da eleição de Tancredo Neves à presidência da República, ele destacou o "reencontro do país com a democracia".
"A vitória de Tancredo encerrou um ciclo de 21 anos de regime militar e o reencontro do país com a democracia. A votação foi indireta, por um colégio eleitoral", lembrou FHC na publicação. "A reconciliação do Brasil com a democracia só foi possível porque o povo foi para as ruas", completou.
Há cerca de dez dias, o mesmo Fernando Henrique publicou na imprensa um artigo – o primeiro do ano – em que sinaliza que o golpismo continuará ativo em 2016 e que a presidente Dilma cairá de qualquer maneira.
No texto, ele apresenta um cardápio de opções para esse "caminho", conforme chama: renúncia, impeachment, nulidade das eleições ou liderança presidencial em novas bases – apesar de não explicitar o que seria esta última alternativa.
Na linha do que defende o principal articulador do golpe hoje no País, o senador e presidente do PSDB, Aécio Neves (MG), FHC já disse em entrevistas que o "impeachment pode fazer o Brasil caminhar novamente", que "há razões suficientes" para a saída de Dilma e defendeu "uma renúncia com grandeza".
Argumentos são condizentes com o "reencontro do país com a democracia"?