Abin infiltra seus agentes em vários ministérios e espionagem vira norma, como na ditadura
Bolsonaro e Alexandre Ramagem, diretor da Abin, espalharam mais de uma centena de agentes (espiões) em diversos ministérios. Ramagem afirmou que pretende aumentar esse número. Esquema é semelhante ao da ditadura, que infiltrava agentes do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI) nos órgãos do governo, ONGs e movimentos sociais
Vasconcelo Quadros, en Agencia pública - La creciente influencia de la ABIN (Agencia Brasileña de Inteligencia) en el gobierno de Bolsonaro va más allá de la reciente acusación de que la agencia elaboró al menos dos informes para asesorar a la defensa de Flávio Bolsonaro en el caso de "rachadinha" (malversación de fondos). Una investigación de Agência Pública revela cómo el presidente Jair Bolsonaro ha utilizado la agencia para reforzar el espionaje en áreas críticas del gobierno, atacando a adversarios y organizaciones no gubernamentales (ONG) críticos con las políticas ambientales, indígenas y de derechos humanos.
En un episodio surrealista, el gobierno nombró e hizo publicar en el Diario Oficial de la Unión un acto el 23 de agosto del año pasado nombrando a un agente de la ABIN (Agencia Brasileña de Inteligencia), identificado sólo con el número de registro 910004, como "Coordinador General de Articulación con Organizaciones de la Sociedad Civil del Departamento de Relaciones con Organismos Internacionales y Organizaciones de la Sociedad Civil de la Secretaría Especial de Articulación Social de la Secretaría de Gobierno de la Presidencia de la República".
A ousadia era, na verdade, uma reação do governo a mudanças feitas no Congresso no texto de uma medida provisória, de número 870, conhecida como “MP do Controle das ONGs”, que definia a competência da Secretaria de Governo (Segov) da Presidência, chefiada pelo general Luiz Eduardo Ramos. Além de assistir o presidente, a MP original permitia à Segov “supervisionar, coordenar, monitorar e acompanhar as atividades e as ações dos organismos internacionais e das organizações não governamentais no território nacional”. Era uma explícita proposta de instalar a espionagem numa sala próxima a do presidente. Por pressão das ONGs, o Congresso impediu que o Palácio do Planalto recebesse amparo legal para espionar.
El nuevo texto de la Medida Provisional 870 sólo permitió a la Secretaría de Gobierno "coordinar el diálogo entre el gobierno federal y los organismos internacionales y de la sociedad civil que actúan en el territorio nacional, monitorear las acciones y resultados de la política de asociación (...) con dichas organizaciones y promover buenas prácticas para la implementación de la legislación aplicable".
El gobierno decidió entonces crear una secretaría especial dentro de Segov, un departamento vinculado a él, y colocó allí a un oficial de inteligencia de Abin, que manejaría toda la coordinación con las ONG nacionales e internacionales, presentándose sólo con el número 910004, manteniendo en secreto el nombre de un funcionario que actuaría como interfaz entre el gobierno y las entidades nacionales e internacionales.
O ato era em tudo uma aberração jurídica, só interrompida por decisão da Justiça Federal de São Paulo que, atendendo uma ação civil pública da ONG Conectas Direitos Humanos, no dia 19 de junho, suspendeu a nomeação. A decisão forçou o general Luiz Eduardo Ramos a exonerar um número de matrícula e a fornecer pistas sobre a identidade do agente ao nomeá-lo novamente, no dia 21 de julho deste ano, com a identificação completa para o mesmo cargo, mas sem retificar o texto publicado. Trata-se do oficial de inteligência Rafael Augusto Pinto, nomeado como assessor especial lotado no Departamento de Relações com Organizações da Sociedade Civil da Segov e, pela mesma secretaria, membro da Subcomissão de Articulação Institucional do Conselho Nacional da Amazônia, presidido pelo vice-presidente Hamilton Mourão. Mas a transparência acaba por aí.
Desde o dia 29 de julho, a agenda oficial de Rafael Augusto Pinto traz dezenas de “reuniões internas” e “despachos internos”. Nas poucas vezes em que a monotonia é quebrada, a descrição do emprego do seu tempo – obrigatória de acordo com a lei de acesso à informação – só explica que ele esteve em “reunião externa” ou “videoconferência”. O último registro sobre a agenda do assessor é de 21 de setembro.
E a nomeação de Rafael Pinto não foi o único ato do gênero. Em 22 de julho o ministro Walter Braga Neto, chefe da Casa Civil, nomeou por portaria, como assessor especial da pasta outro agente da Abin pelo número da matrícula.
Depois de saber que o senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-ministro da Defesa e integrante da Comissão Mista de Controle de Atividades de Inteligência (CCAI) do Congresso havia questionado a legalidade da nomeação através de um requerimento de informações nunca respondido, Braga Neto, já em setembro, retificou a portaria trazendo à tona o nome do agente: “onde se lê: o servidor matrícula nº 910699 (…) leia-se: Tarcisio Lima Santos Franco para exercer o cargo de Assessor Especial”. É outro oficial de inteligência, que já foi coordenador de assuntos transnacionais da Abin e representante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) durante o governo Dilma.
Desde entonces, Tarcísio fue designado el 16 de noviembre para integrar el Grupo Técnico de Seguridad de Infraestructuras Críticas con el fin de evaluar las amenazas y vulnerabilidades en materia de Bioseguridad y Bioprotección. Al día siguiente, el 17 de noviembre, fue asignado al Centro de Coordinación de Operaciones del Comité de Crisis para la Supervisión y el Monitoreo de los Impactos de la COVID-19. El 26 de noviembre, visitó el Centro Unificado de Fronteras en el Puente São Borja, en Rio Grande do Sul, acompañando a una delegación del Ministerio de Economía en representación de la Casa Civil.
Outro agente da Abin, também identificado apenas pela matrícula, a 909050, foi cedido para exercer cargo de diretor de programa na Secretaria Executiva do Ministério da Cidadania. O ato, publicado no Diário Oficial da União em 16 de junho deste ano foi assinado pelo general Heleno e vale por tempo indeterminado.
Entre janeiro de 2019 e novembro de 2020, em pelo menos outros 15 atos publicados no Diário Oficial da União – à exceção de um caso, os demais a identificação foi pela matrícula – o GSI autorizou a transferência de agentes para a Controladoria Geral da União, Ministérios da Economia, Infrestrutura, Cidadania, Saúde e Casa Civil.
Destes, dois casos chamam a atenção por envolver agentes que se deslocaram de Brasília: um deles foi cedido para o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais em 2019 e 2020 e o outro para atuar como Assessora da Reitoria da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em julho do ano passado. A servidora Nilza Emy Yamasaki passou a atuar como diretora da Agência de Desenvolvimento, Inovação e Relações Internacionais (Aginova) da universidade.
Bandada de pájaros campana
Os casos revelam que há uma revoada de arapongas na Esplanada dos Ministérios e um desfalque na estrutura da Abin naquilo que é sua essência. Afinal, um oficial de inteligência faz parte da carreira de Estado. Ingressa na Abin através de um concurso disputado e de rigorosa seleção e, uma vez aprovado, passa por um longo processo de formação até se tornar agente preparado para as várias etapas da espionagem.Fontes ouvidas pela Pública estimaram que há mais de uma centena de agentes espalhados em diversos ministérios, boa parte remanescentes de governos anteriores.
Una autoridad que participó de la reunión, entrevistada por Pública bajo condición de anonimato, dijo que hace aproximadamente un mes, durante una visita al Consejo Superior del Ministerio Público Federal, el director de la ABIN (Agencia Brasileña de Inteligencia), Alexandre Ramagem, afirmó a los interlocutores que ese número debería aumentar: habría dicho que la intención sería reforzar la estructura de inteligencia en todos los organismos, creando en los ministerios y empresas y agencias estatales relevantes, órganos consultivos similares a lo que fue la Comisión General de Investigación (CGI), una megaestructura de inteligencia que alimentaba al extinto Servicio Nacional de Informaciones (SNI), utilizado para espiar a los adversarios del régimen militar.
Contactado por teléfono, Ramagem no devolvió la llamada.
“Existen crecientes evidencias de que el gobierno federal se está extralimitando en el uso de las funciones y servicios de inteligencia estatal”, afirma Jaques Wagner en la solicitud de acceso a la información sobre el nombramiento de Tarcisio Lima Franco. Afirma que, salvo la Oficina de Seguridad Institucional (GSI), a la que está subordinada la ABIN (Agencia Brasileña de Inteligencia), no existe fundamento legal para la transferencia de agentes a otros organismos gubernamentales, como la Casa Civil.
“Ya no hay intentos ni sospechas veladas. El espionaje es explícito, como se indica en la medida provisional que el Congreso modificó. El gobierno quería designar a alguien para controlar las entidades. Es el uso de la maquinaria gubernamental para crear un sistema de inteligencia paralelo”, declaró a Pública Camila Asano, directora de programa de la ONG Conectas. Según ella, al intentar designar a un funcionario anónimo para mediar en la relación con la sociedad civil —“un articulador que no sabía articular”—, el gobierno quería crear un ambiente de hostilidad e intimidación en su relación con las ONG, completando así el guion de amenazas que comenzó con la investidura de Bolsonaro.
Al ser consultado por Pública, Rafael Augusto Pinto admitió ser el agente con número de registro 910004. En un comunicado emitido por la oficina de prensa de la Segov, explicó que la Presidencia de la República tiene la facultad de solicitar empleados de otras agencias. También afirmó que "ejerce una función estrictamente administrativa", sin ninguna incompatibilidad con su afiliación a la Abin. Garantizó que su nombramiento "no afectó el diálogo con ninguna entidad representativa ni implicó ninguna injerencia del gobierno federal en relación con dichas organizaciones".
Espionaje contra los movimientos indígenas
Dois ex-diretores da Abin, ouvidos pela Pública, mas que pediram para não ter os nomes divulgados, avaliam que há uma mudança brusca no foco adotado pelo sistema de inteligência no governo Bolsonaro. Segundo eles, o monitoramento de movimentos sociais ou ONGs sempre foi uma rotina, mas não com foco prioritário; também ganharam relevo temas como o monitoramento de ações voltadas para o avanço do Covid-19 e os conflitos entre governo federal e estados, que agora entram num novo patamar com o acirramento do confronto entre Bolsonaro e o governador paulista João Dória.
Segundo essas fontes, também entraram no radar dos agentes as “fofocas políticas” e a preocupação com o clã Bolsonaro, que teria partido do general Augusto Heleno, ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que controla a Abin. Ele teria considerado esse foco necessário por se tratar da família do presidente.
A través del Sistema Brasileño de Inteligencia (Sisbin), la Abin amplió el alcance de la información que monitorea en el gobierno de Bolsonaro.
Actualmente, recibe información de 42 órganos estatales vinculados a 15 ministerios, incluyendo Ibama y los cinco más nuevos integrantes, agregados en diciembre del año pasado: la Agencia Nacional de Telecomunicaciones (Anatel), la Agencia Nacional de Petróleo, Gas Natural y Biocombustibles (ANP), la Comisión Nacional de Seguridad Pública en Puertos (Conportos), el Instituto Chico Mendes para la Conservación de la Biodiversidad (ICMBio) y la Secretaría de Operaciones Integradas (SEOPI) del Ministerio de Justicia.
Las acciones de la SEOPI ilustran el papel de estos organismos: fue allí donde se creó el dossier antifascista, elaborado para identificar a policías y otros agentes de seguridad críticos con el estilo de gestión del presidente Jair Bolsonaro.
No dia 18 de setembro, em três mensagens postadas no Twitter, o ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, que controla a Abin, atacou uma das principais associações de indígenas, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), mas acabou revelando que as informações que recebe e repassa servem são discutíveis e servem mais para alimentar o ranço ideológico do presidente “A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil está por trás do site defundbolsonaro.org, cujos objetivos são publicar fake news contra o Brasil; imputar crimes ambientais ao presidente da República; e apoiar campanhas internacionais, em prol de um boicote mundial contra produtos brasileiros. A administração da organização é de brasileiros filiados a partidos de esquerda. A Emergency APIB é presidida pela indígena Sônia Guajajara, militante do PSOL e ligada ao ator Leonardo DiCaprio, crítico ferrenho do nosso país. O site da Apib se associa a diversos outros, que trabalham 24 horas por dia, para manchar a nossa imagem no exterior, em um crime de lesa-pátria”, escreveu o general.
A APIB afirmou que, por implicar em riscos aos ativistas, o general poderá responder na justiça pelas declarações, que a entidade classifica de levianas, mentirosas e irresponsáveis. “O que lesa a nossa pátria é a omissão do governo diante da destruição de nossos biomas”, disse em nota a entidade.
El enfrentamiento demuestra lo delirantes que son algunos informes, pero también oculta las intenciones del general de ampliar la estructura de espionaje.
En octubre, un reportaje del periódico O Estado de São Paulo reveló la decisión del GSI de espiar la COP-25, celebrada el año pasado en Madrid, España, donde cinco agentes de la ABIN se mezclaron con la delegación brasileña que participaba en debates sobre clima y medio ambiente. Esta misión sin precedentes fue ordenada por Heleno, quien posteriormente justificó el espionaje afirmando que era necesario monitorear a los "malos brasileños".
Augusto Heleno, jefe de la GSI (Oficina de Seguridad Institucional) y, por lo tanto, superior a la ABIN (Agencia Brasileña de Inteligencia), es objeto de más de una docena de solicitudes que se han acumulado en la Comisión Mixta de Control de Actividades de Inteligencia (CCAI) del Congreso desde el inicio de la pandemia, debido a sus acciones en la GSI. Entre ellas se encuentran las razones que llevaron a Heleno y al director de la agencia, Rodrigo Ramagem, a participar en una reunión donde supuestamente se discutió una estrategia en apoyo del senador Flávio Bolsonaro, hijo del presidente, quien está involucrado en la apropiación ilegal de parte de los salarios de los empleados de su oficina en la Asamblea Legislativa de Río de Janeiro, un escándalo conocido como "rachadinhas" (sobornos).
Na última sexta-feira (11/11), o colunista de Época, Guilherme Amado revelou que a Abin produziu, em setembro, pelo menos dois relatórios orientando a defesa de Flávio Bolsonaro sobre as estratégias para anular o caso. Neles a Abin trata de organização criminosa de funcionários da Receita Federal que teriam levantado sem autorização dados fiscais do senador, citados como justificativa para o inquérito.
Uno de los documentos, titulado “Objeto”, deja clara la orientación de Abin: “Defender a FB en el caso Alerj demostrando la nulidad procesal resultante del acceso injustificado a los datos fiscales de FB”.
No dia 14 de dezembro, a ministra do STF Cármen Lúcia deu 24 horas para o general Heleno e Alexandre Ramagem se explicarem sobre o fato. Heleno é também o presidente do Conselho Consultivo do Sistema Brasileiro de Inteligência (Consisbin), com atribuição de apenas opinar sobre a Política Nacional de Inteligência (PNI).
Los críticos afirman que el general ha estado utilizando el consejo como órgano regulador para avalar la entrada de nuevas agencias estatales al sistema de espionaje, usurpando la facultad regulatoria que es prerrogativa del Ejecutivo y el Congreso. "Es inaceptable. Esta interpretación excesivamente flexible, sumada a la ampliación de las competencias de los organismos públicos para asignarles actividades de inteligencia, ha permitido el crecimiento desmedido y descontrolado del Sisbin, que hoy en día abarca 42 organismos públicos, muchos de ellos sin el debido respaldo legal. El Parlamento no puede ser complaciente con las violaciones al principio de legalidad", afirma el diputado Carlos Zarattini (PT-SP), miembro de la CCAI en representación de la minoría en la Cámara de Diputados.
Zarattini dice que el uso de organismos oficiales para el espionaje sirve a Bolsonaro para identificar enemigos políticos, monitorear ONG y movimientos sociales, pero también alimenta a grupos fascistas que intentan organizarse en torno al gobierno de extrema derecha.
Único segmento estatal com prerrogativa de fiscalizar as atividades de inteligência, a CCAI é uma comissão permanente do Congresso, formada por seis senadores e seis deputados. Ela foi criada com o fim determinado de controlar a espionagem, mas este ano, desde a eclosão da pandemia, entrou em quarentena por tempo indefinido. É presidida pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS) e tem como vice-presidente o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, que ditam seu funcionamento sem se preocupar com o barulho da oposição.
“A Abin está se expandindo e representa uma ameaça à ordem democrática pior do que foi o SNI. Está agindo sob a égide do ‘tudo pode’. Os requerimentos são enviados, nada é respondido e o governo faz o que quer na comissão”, dispara o deputado José Guimarães (PT-CE), titular da CCAI como líder do bloco da minoria na Câmara.
Uno de los temas pendientes es una solicitud firmada por ocho líderes de la oposición en la Cámara de Diputados pidiendo a Heleno, Ramagem y al director del Departamento Nacional de Tránsito (Denatran), Frederico Moura Carneiro, explicaciones sobre un protocolo de acceso de la ABIN (Agencia Brasileña de Inteligencia) registrado en el Servicio Federal de Procesamiento de Datos del gobierno federal (Serpro) para acceder a un registro nacional con información completa sobre la vida de 37 millones de conductores con licencia.
Según Guimarães, hay un claro aumento del espionaje contra políticos, funcionarios, ONG, periodistas o cualquier otro sector que Bolsonaro considere enemigo. «Quienes producen trabajo ya están cansados de tantas solicitudes sin respuesta. Se están gastando recursos públicos en espionaje. La comisión guarda silencio ante las constantes amenazas de un gobierno que irrespeta constantemente la Constitución y los derechos de la sociedad», afirma el congresista. «Iremos a los tribunales», asegura.
Contactado por Pública, el senador Nelsinho Trad afirmó haber conversado informalmente con el general Heleno y Alexandre Ramagem, de quienes, según dice, escuchó que asistirán a la primera reunión presencial del CCAI para brindar información. "Vendrán lo antes posible. Ahora depende más del presidente del Senado, quien debe programar la reunión", evadió Trad, sin fijar una fecha ni sugerir la posibilidad de sesiones remotas, que se han vuelto rutinarias en la legislatura. Al ser cuestionado sobre la revelación de los informes elaborados para la defensa de Flávio Bolsonaro, el senador afirmó que solo los abogados hablan sobre el tema y también declinaron ser entrevistados.
