Berzoini: Há tentativa de assalto da Presidência sem voto popular
Ministro-chefe da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, afirma que “pedaços” do PMDB, aliados à oposição, querem “tomar de assalto a Presidência da República sem que haja voto popular”; “Tentar transformar um impeachment distorcido em eleição indireta é um grave risco à democracia, é aquilo que a gente chama de golpe, porque travado a partir de um processo totalmente viciado, conduzido por uma pessoa (o presidente da Câmara, Eduardo Cunha) que tem contas na Suíça e é réu em uma ação penal no Supremo Tribunal Federal”, disse; segundo ele, o Planalto vai conseguir os votos para barrar o impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara, mas será necessário um rearranjo de forças capaz de dar sustentação ao governo
247 - Para o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, “pedaços” do PMDB, aliados à oposição, querem “tomar de assalto a Presidência da República sem que haja voto popular”.
“Tentar transformar um impeachment distorcido em eleição indireta é um grave risco à democracia, é aquilo que a gente chama de golpe, porque travado a partir de um processo totalmente viciado, conduzido por uma pessoa (o presidente da Câmara, Eduardo Cunha) que tem contas na Suíça e é réu em uma ação penal no Supremo Tribunal Federal”, disse ele, em entrevista ao ‘Estado de S. Paulo’.
Segundo Berzoini, o Planalto vai conseguir os votos para barrar o impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara, mas será necessário um rearranjo de forças capaz de dar sustentação ao governo. “Não adianta vencer o impeachment sem garantir governabilidade”, disse. “Estamos construindo uma base para governar e estabilizar o País.”
Ele fala em distanciamento completo do vice Michel Temer com o governo e afirma qu o ex-presidente Lula não é crise, é solução. “Ele tem grande capacidade de articulação e um respeito imenso no mundo político” – leia aquí.