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Bolsonaro muda de ideia e diz que vetará aumento do fundo eleitoral acima da inflação

Caso a promessa seja cumprida, o valor deve ficar em torno de R$ 2 bilhões

1 de junio de 2021 REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

247 - Bolsonaro mudou de ideia mais uma vez e agora aposta em vetar o aumento do fundo eleitoral que exceda a inflação calculada a partir de 2018.  A afirmação foi dada nesta sexta-feira (30) durante entrevista  à rádio 89FM, de São Paulo. As informaciones Son de O Globo.

No entanto, Bolsonaro não explicou o período de cálculo do aumento nem o índice que seria seguido, mas, se essa promessa for cumprida, o valor ficaria em torno de R$ 2 bilhões, bem abaixo dos R$ 5,7 bilhões estipulados pelo Congresso para a eleição do ano que vem.

“Vou vetar tudo que exceder...Você leva em conta o que foi usado na campanha de 2018. Isso é lei. Sou obrigado a cumprir a lei. Valor "x". Aplica a inflação de lá para cá. Será "x" mais "y". O que exceder, eu vou vetar” — disse Bolsonaro. 

Em 2018, o fundo eleitoral foi de R$ 1,7 bilhão. Entre janeiro de 2019 e junho de 2021, o INPC — um dos índices oficiais de inflação do país — teve um aumento de 14%. Com isso, o fundo aumentaria para R$ 1,9 bilhão.

Entretanto, a lei que criou o fundo eleitoral, de 2017, de fato determina um reajuste pela inflação, mas ele não incide sobre o valor total do fundo, como disse Bolsonaro, mas sim sobre a "somatória da compensação fiscal que as emissoras comerciais de rádio e televisão receberam pela divulgação da propaganda partidária".

Inicialmente Bolsonaro disse que iria vetar todo o fundo. O vice-presidente da Câmara, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), desafiou Jair Bolsonaro a vetar o Fundo Eleitoral, de R$ 5,7 bilhões, cumprindo a promessa que fez na semana passada após a aprovação por parte do Congresso Nacional, da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Bolsonaro acusó al congresista de ser responsable de la aprobación del fondo para 2022, previsto en la Ley de Directrices Presupuestarias (LDO). Marcelo Ramos, quien presidió la sesión de votación de la LDO, afirmó que los ataques eran un intento de desviar la atención del hecho de que sus hijos, el diputado federal Eduardo Bolsonaro y el senador Flávio Bolsonaro, votaron a favor de la medida, al igual que la base electoral de Bolsonaro.

Para Ramos, Bolsonaro blefou ao dizer que vetaria a decisão tomada pelo Congresso. 

Nesta sexta-feira, Bolsonaro voltou a dizer que o veto deve ultrapassar os dois bilhões. “Sou obrigado a sancionar aquilo que a lei diz que é o fundão. Esse excesso que foi criado agora, por ocasião da LDO, isso vai ser vetado por nós. Eu não sei o valor exato aqui, mas acredito que o veto ultrapassará 2 bilhões”.

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