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Com afagos, PMDB jura amor ao PT até... 2018!

Após comandar aprovação da MP dos Portos no Senado, Renan Calheiros diz que, “do ponto de vista da aliança política", PMDB e PT vivem "o melhor momento"; idílio, tirante um ou outro desentendimento, deve durar pelo menos até 2018; em discurso a peemedebistas nesta sexta-feira, vice-presidente Michel Temer destacou que "o sonho de todo partido é ter um dia candidato a presidente da República"; mas suavizou: "Não temos tempo para preparar uma candidatura em 2014, mas para 2018 isso é uma coisa decidida", disse ele, pré-candidato a ser, no ano que vem, novamente parceiro na chapa da presidente Dilma Rousseff à reeleição; o amor, assim tão sincero e desinteressado, é mesmo lindo!

Com afagos, PMDB jura amor ao PT até... 2018!

247 - Após os desencontros e tensões enfrentados por PT e PMDB durante a aprovaçõa da MP dos Portos, petistas e peemedebistas encerram a semana às mil maravilhas. Pelo menos no que concerne às manifestações públicas do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do Palácio do Planalto. Horas depois de receber um telefonema de agradecimento da presidente Dilma Rousseff, Renan disse, nesta sexta-feira, que “é natural [que haja desgaste], é do processo democrático”, mas, que, “do ponto de vista da aliança política, vivemos [PT e PMDB] o melhor momento".

Segundo o presidente do Seando, "o que importa é o resultado". "O Congresso Nacional aprovou a medida provisória dos portos. Era isso que a sociedade queria”, disse. O senador Romero Jucá (PMDB-RR) engrossou o coro. Reconhecendo que "houve discussões" no âmbito do PMDB da Câmara, onde o líder, deputado Eduardo Cunha (RJ), chegou a obstruir a votação, ele destacou que o governo precisa "trabalhar sua base" por lá, mas que "no Senado, a base saiu fortalecida".

"Sempre há disputas. E isso é democrático", defendeu Jucá, reforçando o clima de paz entre peemedebistas e petistas. Um clima que, pelo jeito, fora um ou outro atropelo, deve durar até pelo menos 2018. Nesta sexta-feira, o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), defendeu uma candidatura própria do partido ao Palácio do Planalto em 2018, o que poderia significar o fim da aliança com o PT, caso ele e Dilma sejam reeleitos em 2014.

2018

"O sonho de todo partido é ter um dia candidato a presidente da República. Não temos tempo para preparar uma candidatura em 2014, mas teremos tempo em 2018 e isso é uma coisa decidida", disse Temer, em encontro com prefeitos e vice-prefeitos do PMDB de São Paulo, em Indaiatuba (SP). Além da Presidência em 2018, Temer defendeu que o partido tenha candidatos a governador encabeçando chapas em todos os estados brasileiros em 2014, "particularmente em São Paulo".

O vice-presidente lembrou que, em São Paulo, o PMDB vota com o PSDB do governador Geraldo Alckmin, mas disse ter "convicção que o momento administrativo é diferente do momento político". Ou seja, o apoio ao executivo paulista não deve ocorrer nas próximas eleições.

Em seu discurso aos colegas, Temer exaltou aos políticos do partido a força do PMDB, comparada, segundo ele à da Presidência da República. "Acham que só tem poder quem é presidente da República, o que não é verdade. O PMDB tem poder político extraordinário", concluiu.

Con la agencia del senado