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Com clima tenso, CPI adia leitura de relatório

Vice-presidente da CPI do Cachoeira, deputado Paulo Teixeira (PT-SP) propõe sessão extraordinária para a leitura do documento para esta quinta-feira; parlamentares reclamaram que relatório do deputado Odair Cunha (PT-MG) não foi disponibilizado com dois dias de antecedência e falam em "pizza" e "balela" para definir a comissão

Com clima tenso, CPI adia leitura de relatório

247 – Depois de um intenso bate-boca na sessão da CPMI do Cachoeira, a leitura do relatório conclusivo da comissão, que seria feita hoje, foi adiada para esta quinta-feira 22. O vice-presidente da CPMI, deputado Paulo Teixeira (PT-SP) sugeriu uma sessão extraordinária para que os parlamentares tenham tempo de ler o documento entregue pelo relator Odair Cunha (PT-MG) na noite desta quarta.

Além do pouco tempo entre o acesso ao relatório e a sessão de sua leitura, os parlamentares também reclamaram do conteúdo, parte dele antecipado à imrprensa na terça-feira. Para o senador Pedro Taques (PDT-MT), "a CPI se transforma num instrumento de vingança política". Ele lamentou o adiamento da leitura para esta quinta e alerta para a possível falta de quórum na sessão. Taques chamou de "balela" o resultado da comissão (leer más). Miro Teixeira (PDT-RJ) também alertou para os eventos de amanhã, como a sessão de posse do ministro Joaquim Barbosa à presidência do STF, e mencionou que a "pizza é maior que o forno" em relação ao relatório.

O deputado do PPS Rubens Bueno ataca o conteúdo do documento, afirmando que se trata de indiciamentos em cima de "cartas marcadas", a fim de proteger aqueles de interesse do relator petista. O deputado Ônix Lorenzoni (DEM-RS) também usou o discurso da "pizza" para o resultado da comissão. "Isso aqui é um caixão, onde se enterrou as dignidades da CPI". O deputao Carlos Sampaio (PSDB-SP) declarou que "esta CPI já nasceu fadada ao fracasso, pois não tinha uma linha lógica de investigação".