Dilma assume palanque duplo em SP: Skaf e Padilha
Presidente escolhe estratégia de dois palanques em São Paulo; em jantar com cúpula do PMDB, em Brasília, ela prestigiou o pré-candidato Paulo Skaf ao governo estadual; “Temos duas candidaturas, o ex-ministro Padilha e o Skaf”, lembrou Dilma Rousseff, que pela segunda vez infla atual presidente da Fiesp; “Essa é a fórmula do 2º turno”; mas não é, exatamente, a que o pré-candidato do PT gostaria; Padilha está mais de dez pontos porcentuais atrás de Skaf nas pesquisas e gostaria do apoio exclusivo da presidente para decolar; governador Geraldo Alckmin enfrenta situação montando palanque eletrônico com 17 partidos; no Rio, Dilma disse que é só Pezão, o governador e pré-candidato pelo PMDB
247 - Era tudo o que o pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, ex-ministro Alexandre Padilha, não gostaria de ter ouvido. Largando atrás nas pesquisas de opinião, ele conta com o apoio efetivo da presidente Dilma Rousseff para tentar sua decolagem. Mas Dilma já decidiu que o quer mesmo nas eleições paulistas é ter um palanque duplo, como se diz na gíria da política.
- Temos duas candidaturas, uma que é a do ex-ministro [Alexandre] Padilha [PT], e o Skaf. Acredito que é essa a fórmula do segundo turno, disse Dilma, na noite de ontem, em Brasília, durante jantar com a cúpula do PMDB, citando o atual presidente da Fiesp. Ela assumiu o posicionamento para destacar a importância de derrotar o governador Geraldo Alckmin em sua tentativa de reeleição.
- Quero enfatizar esse fato: a gente não pode ser ingênuo e não perceber o que significa uma derrota dos tucanos em São Paulo, sendo bem clara, acentuou a presidente.
Para Skaf, a frase de Dilma é o segundo gesto importante que a presidente faz em sua direção. O primeiro foi o comparecimento dela em outro jantar, também em Brasília, no qual o vice-presidente Michel Temer apresentou Skaf oficialmente aos chefes do partido como pré-candidato a governador.
O governador Geraldo Alckmin procura responder à estratégia da presidente com a formação de uma aliança partidária de 15 partidos. Seu maior esforço é por atrair o PSD do ex-prefeito Gilberto Kassab e o PSB do presidenciável Eduardo Campos, com quem tem desenvolvido conversas.
Para Padilha, no entanto, a explicitação, pela presidente, do apoio também a Skaf é frustrante. Ele tem realizado um roteiro de visitas a pequenos municípios, mas precisa que Dilma, assim como tem feito o ex-presidente Lula, o ajude a subir nas pesquisas de opinião. Pelo visto, no entanto, do ponto de vista da presidente é melhor que ela se dividida entre dois nomes para conseguir a reeleição e, de quebra, bater Alckmin em São Paulo.
Falando sobre a situação eleitoral no Rio de Janeiro, Dilma nem deu esperanças de apoio ao senador Lindbergh Farias, que tenta ser o candidato do PT na disputa estadual. Para deixar isso claro, ela rasgou elogios ao ex-governador Sergio Cabral e ao atual governador e pré-candidato Luiz Fernando Pezão, ambos do PMDB.
