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Ex-DEM, ministro do TCU diz que Dilma sabia

José Jorge afirma que o Conselho de Administração da Petrobras tinha acesso a informações completas antes de decidir sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, e sugere que a presidente teria lido apenas um resumo; ele foi indicado ao cargo em 2008, após pressão do então líder do DEM na Câmara, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), em acordo com os governistas que permitiu a aprovação da inclusão da Venezuela no Mercosul

Brasília - O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), José Jorge, participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos - CAE, para debater os resultados da auditoria promovida pelo TCU, a pedido da Câmara dos Deputados, nas agências reg (Foto: Roberta Namour)

247 - O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) José Jorge contrariou a versão da presidente Dilma Rousseff sobre sua participação na decisão de compra de Pasadena pela Petrobras, em 2006.

Ele foi indicado ao cargo em 2008, após pressão do então líder do DEM na Câmara, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), em acordo com os governistas que permitiu a aprovação da inclusão da Venezuela no Mercosul. Hoje é relator do processo sobre a polêmica compra da refinaria no TCU.

Em entrevista ao G1, ele afirma que o Conselho de Administração da Petrobras tinha acesso a informações completas antes de decidir sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA.

Em nota, a presidente Dilma Rousseff disse que, na época em que era presidente do conselho da estatal, tinha concordado com a compra porque se baseou em um parecer técnico "falho".

Ele sugere que a presidente teria lido apenas um resumo das informações, em vez do relatório completo (leia aquí).