Kassab defende desprendimento para aliança com PSDB
Aps participar de evento na Associao Comercial de So Paulo (ACSP), Kassab disse que est confiante em um acordo com os tucanos, mas preciso que os partidos cheguem mesa de negociao sem imposies
O prefeito de São Paulo e presidente do PSD, Gilberto Kassab, defendeu hoje o desprendimento nas negociações para uma aliança com o PSDB visando à sucessão municipal de 2012. Após participar de evento na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Kassab disse que está confiante em um acordo com os tucanos, mas é preciso que os partidos cheguem à mesa de negociação sem imposições. "Quando se vai para uma aliança com imposições, você já sabe que não terá aliança", afirmou. "O verdadeiro aliado é aquele que vai desprendido para a aliança, sabendo que a partir deste momento será discutido o futuro da aliança, seja na escolha dos candidatos ou na definição do plano de governo."
De acordo com Kassab, seu partido não fez nenhuma imposição de pré-candidatos para o PSDB. Ele também elogiou os nomes tucanos que disputarão a prévia interna para indicação da legenda, entre eles os secretários estaduais do Meio Ambiente, Bruno Covas; de Cultura, Andrea Matarazzo; e de Energia, José Aníbal; além do deputado federal Ricardo Trípoli. "Eles têm credenciais para se tornarem prefeitos de São Paulo", avaliou.
Conforme Kassab, o PSD está disposto a manter a aliança com o PSDB na capital paulista e dirigentes tucanos também estão entusiasmados com essa possibilidade, incluindo o governador Geraldo Alckmin (PSDB). "Nós vamos encontrar um caminho porque quando se compõe uma aliança desaparece a figura dos partidos. Caso a aliança seja constituída - essa é a minha vontade, e se for a vontade dos dirigentes do PSDB -, nós vamos saber encontrar o melhor caminho para unir todos os partidos."
O prefeito afirmou que este é um momento de união pela sequência do projeto que vem sendo "bem-sucedido" em São Paulo. Desta forma, até o DEM, seu antigo partido, seria bem-vindo à chapa. "Ficaria muito feliz se o DEM viesse conosco numa aliança", disse Kassab.
Mesmo considerando a possibilidade de apoiar um tucano na cabeça de chapa, Kassab defendeu nomes como o de seu secretário de Meio Ambiente, Eduardo Jorge; do vice-governador, Guilherme Afif Domingos; do ex-governador José Serra; e do recém-filiado ao PSD Henrique Meirelles. "Cito o Meirelles como um excelente quadro, mas ele não veio para ser candidato a prefeito. Caso a aliança entenda (que ele deve ser o candidato), é um nome extraordinário", disse.
Kassab lembrou que a prioridade no partido não é lançar a candidatura do ex-presidente do Banco Central a nenhum cargo. "Ele veio para contribuir na formação do partido, assumindo a responsabilidade de ser formulador das políticas econômicas da sigla", emendou.
