Lula: "o mandato é muito curto. Então eu tenho pressa, e essa pressa eu passo para os meus ministros"
"O povo está precisando ver o Brasil andar. Quando você governa, você faz ou não faz, e você tem que fazer”, disse o presidente
247 - Na primeira edição de seu podcast semanal, nesta terça-feira (13), o presidente Lula (PT) foi perguntado sobre o “sentimento de urgência” que tem passado em suas declarações públicas, dizendo ser necessário fazer em quatro anos de administração mais do que fez em seus dois mandatos anteriores, entre 2003 e 2010.
O presidente confirmou ter pressa para colocar em campo seus projetos e afirma que cobra de seu corpo ministerial a mesma postura. “O mandato é muito curto. Em um país em que você tem todas as dificuldades legais para fazer uma obra qualquer, para fazer um investimento - você tem fiscalização, tem Tribunal de Contas, tem impeditivos, tem um Congresso que muitas coisas têm que passar por ele - em um mandato de quatro anos às vezes você não consegue aprovar um projeto importante. Se a gente for lembrar o Obama, o Obama quase que não aprovou nenhum projeto nos Estados Unidos. Então eu tenho pressa, e essa pressa eu procuro passar para os meus ministros, com cada um que eu converso. Quinta-feira vou ter uma reunião com os Ministérios para cobrar pressa”.
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No hay tiempo que perder, no hay tiempo para charlas vacías. Tenemos que levantarnos por la mañana y trabajar, dejar de trabajar lo más tarde posible por la noche y madrugar al día siguiente. El pueblo necesita ver a Brasil caminar con la frente en alto, y para eso fuimos elegidos. Eso es lo que les transmito a mis ministros. No hay que temer las malas caras, no hay que crear dificultades. Las dificultades existen para que las superemos. Cuando estamos en la oposición, decimos: «Pienso, veo, pienso, creo». Pero cuando se gobierna, no se piensa, se piensa o se cree, se hace o no se hace, y hay que hacer. Así de simple. Tenemos que hacer. La época del «pienso» fue la época de las elecciones, la época del «creo» fue la época de las elecciones. Ahora es el momento de actuar. Si algo es difícil, hay que hacerlo, porque así es como se gobierna un país», concluyó.