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Participação de Dilma no 1º turno incomoda base

"Viviam dizendo pra gente que ser governo é ter o ônus e o bônus. E agora? Cadê o bônus?", questiona Lúcio Vieira Lima, deputado federal e presidente do PMDB na Bahia; parlamentar diz que o trabalho dos partidos da base governista para fortalecer a presidente Dilma Rousseff e o governo em Brasília está sendo capitalizado agora a favor do PT e contra os próprios aliados da base

Participação de Dilma no 1º turno incomoda base (Foto: Divulgação)

Bahia 247 - Os petistas, claro, dizem que o fato de a presidente Dilma Rousseff se envolver de corpo e alma na campanha de correligionários em capitais e cidades estratégicas já no primeiro turno não enfraquece os candidatos da base aliada. Mas os aliados discordam e já dão demonstração disso à mostra. Nesta semana a chefe da nação fez comício para Fernando Haddad, em São Paulo, onde o PMDB tem o candidato Gabriel Chalita; e em Belo Horizonte, onde o prefeito Marcio Lacerda, do PSB, tenta se reeleger.

O PMDB, por exemplo, partido do vice-presidente Michel Temer e principal aliado na sustentação do governo no Congresso, vinha evitando demonstrar incômodo publicamente, mas, às vésperas das eleições municipais, começam a reclamar via imprensa.

O presidente do PMDB na Bahia e vice-líder do partido no Congresso, deputado federal Lúcio Vieira Lima, diz que o trabalho dos partidos da base governista para fortalecer Dilma e o governo em Brasília está sendo capitalizado agora a favor do PT e contra os próprios aliados da base.

"A gente aprova a redução da conta de luz, vota isso, vota aquilo no Congresso, e ajuda a fortalecer a presidenta para depois ela fazer campanha contra a gente? Se é governo de coalizão tem que ser para tudo. Viviam dizendo pra gente que ser governo é ter o ônus e o bônus. E agora? Cadê o bônus?", indagou Lúcio em nota publicada na coluna Radar Online, do jornalista Lauro Jardim.

O irmão do ex-ministro e atual vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa, Geddel Vieira Lima, diz que resolveu expor o descontentamento com a atuação do Planalto na campanha porque o tratamento desfavorável em relação ao PMDB "é uma reclamação dominante" entre os integrantes da cúpula do partido, discutida "há tempos" internamente, mas que precisa ser verbalizada.

Lúcio avalia que o PMDB não pode esperar o PT eleger o maior número de prefeitos no interior, conseguindo com isso eleger mais deputados federais e senadores em 2014, para só, então, reclamar.