Sergio Moro divulgou grampo ilegal de Dilma
Gravação entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula foi realizada pela Polícia Federal duas horas depois de o juiz Sergio Moro ter determinado o fim das interceptações contra Lula; ainda assim, o juiz Sergio Moro decidiu divulgá-las à imprensa nesta tarde; defesa de Lula alega que Moro tentou criar um clima de convulsão social no Brasil; presidente Dilma Rousseff afirma que Moro afrontou a lei e será processado; ex-presidente da OAB, advogado Marcelo Lavanére prepara representação judicial contra Moro
247 - O juiz Sergio Moro, que conduz a Operação Lava Jato, divulgou à imprensa um grampo ilegal que envolve a presidente da República, segundo reportagem que acaba de ser publicada pelo portal Uol (leia aquí).
Isso porque a gravação entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula foi realizada pela Polícia Federal duas horas depois de o juiz Sergio Moro ter determinado o fim das interceptações contra Lula. O áudio foi realizado às 13h32 de hoje, quando não havia mais autorização judicial para tal (leia aquí sobre o teor do diálogo).
Ainda assim, o juiz Sergio Moro decidiu divulgá-las à imprensa nesta tarde, fomentando um ambiente de protestos em várias capitais. Segundo a defesa de Lula, Moro tentou criar um clima de convulsão social no Brasil (leia aquí).
A presidente Dilma Rousseff afirma que Moro afrontou a lei e será processado (leia aquí).
O ex-presidente da OAB, advogado Marcelo Lavanére prepara representação judicial contra Moro (leia aquí).
Lea más sobre el caso:
O grampo feito pela Polícia Federal, da conversa entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi realizada duas horas após o juiz Sérgio Moro ter determinado a suspensão das interceptações telefônicas.
A decisão de Moro que determina o fim das interceptações ao ex-presidente foi juntada ao processo judicial às 11h12 desta quarta-feira (16). O juiz determina que a Polícia Federal seja comunicada da decisão "com urgência, inclusive por telefone", diz o texto do despacho.
Às 11h44, em outro despacho, a diretora de Secretaria Flavia Cecília Maceno Blanco escreve que informou o delegado sobre a interrupção. "Certifico que intimei por telefone o Delegado de Polícia Federal, Dr. Luciano Flores de Lima, a respeito da decisão proferida no evento 112", diz o documento.
El evento 112 se refiere a la decisión de suspender las escuchas telefónicas del expresidente. En esta decisión, Moro declara que las escuchas ya no son necesarias, dado que las operaciones de búsqueda e incautación de la fase 24 de la Lava Jato ya se han llevado a cabo.
"Tendo sido deflagradas diligências ostensivas de busca e apreensão no processo 5006617-29.2016.4.04.7000, não vislumbro mais razão para a continuidade da interceptação", diz o despacho, assinado pelo juiz.
La conversación entre Lula y Dilma fue grabada por la Policía Federal a las 13h32, según informe enviado al juez.