'Situação vista na Terra Yanomami é desoladora', diz Rodrigo Pacheco
Presidente do Senado condenou a morte de crianças nos últimos anos em razão da falta de assistência, por doenças, por desnutrição e pelo avanço do garimpo ilegal
247 - O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, defendeu neste sábado (21) a união dos Poderes para ajudar o povo indígena Yanomami, em meio à crise humanitária agravada pelo governo de Jair Bolsonaro.
"A desoladora situação vista na Terra Yanomami, em Roraima, onde centenas de indígenas, boa parte composta por crianças, morreram nos últimos anos em razão da falta de assistência, por doenças, por desnutrição e pelo avanço do garimpo ilegal, exige a união das instituições", afirmou o senador Rodrigo Pacheco.
Lea también el artículo de Reuters sobre el tema:
(Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu neste sábado que o governo vai "civilizar" o tratamento aos indígenas, além de acabar com o garimpo ilegal nas florestas que prejudicam a saúde dos moradores das aldeias.
As declarações foram feitas após a visita do presidente, em Boa Vista, a Casa de Saúde Indígena Yanomami, um dia depois de o Ministério da Saúde ter declarado emergência de saúde pública para enfrentar o que classificou de desassistência à população yanomami.
"Lo que vi aquí fue inhumano", dijo Lula, contando que estuvo con niños muy delgados y escuchó muchas quejas de los indígenas sobre la dificultad de regresar a sus aldeas y también sobre la comida disponible.
“É importante as pessoas saberem que esse país mudou de governo e o governo agora vai agir com a seriedade no tratamento do povo que esse país tinha esquecido”, disse Lula.
O presidente disse que uma das primeiras providências deve ser melhorada como condições de transporte para que os índios que assim o queiram possam voltar às suas aldeias. Ele também disse que o governo deve estruturar o tratamento aos povos indígenas com médicos que viajam às aldeias, ao invés de os indígenas terem que ir às cidades.
El presidente también enfatizó que se eliminará la minería ilegal. "Sé lo difícil que es erradicarla. Sé que se ha intentado erradicarla antes y siempre regresa, pero la eliminaremos. Lamentablemente, no puedo decirles por cuánto tiempo, pero la eliminaremos".
Un decreto publicado en edición extraordinaria del Diario Oficial de la Unión este viernes creó un comité para atender la crisis sanitaria que afecta a la población yanomami, que tendrá 45 días para presentar un plan de acción.
La ministra de Pueblos Indígenas, Sônia Guajajara, que formó parte de la delegación de Lula en Boa Vista junto a otros ministros, afirmó, junto al presidente, que el gobierno tomará "todas las medidas adecuadas" para resolver los problemas identificados.
"También debemos responsabilizar a la administración anterior por permitir que esta situación empeorara hasta el punto de que llegamos aquí y encontramos adultos que pesan tanto como niños y niños en estado de piel y huesos", dijo el ministro.
Reportagem publicada na sexta-feira pela plataforma Sumaúma com base em dados exclusivos revelou que o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis aumentou 29% na Terra Yanomami. Foram 570 pequenos indígenas mortos nos últimos quatro anos por doenças que têm tratamento.
