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Ativistas protestam contra fim do auxílio emergencial e PM manda desmontar barracos

Protesto da ONG Rio de Paz contra o fim do auxílio emergencial previa a instalação de barracos em frente ao Congresso Nacional. PM do Distrito Federal, porém, obrigou os manifestantes a desmontarem as estruturas

Ativistas do Rio de Paz durante protesto em frente ao Congresso Nacional 09/12/2020 (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

Carolina Marcello, Reuters - Ativistas da ONG Rio de Paz montaram barracos em frente ao Congresso Nacional para protestar, nesta quarta-feira, contra o fim do auxílio emergencial concedido devido à pandemia, mas foram obrigados pela Polícia Militar a desmontá-los, disse a organização, que manteve a manifestação mesmo sem as estruturas.

Criada em função da pandemia de coronavírus para socorrer os mais vulneráveis, a ajuda mensal em dinheiro foi prorrogada pelo governo em um valor menor que o inicial até o fim do ano (passando de 600 para 300 reais), mas é pouco provável que seja estendida para 2021.

A estrutura montada pela ONG para o protesto chamado “Não ao Fim do Auxilio Emergencial”, que contou com integrantes de famílias que dependem do auxílio emergencial, também inclui uma mesa de 5 metros com pratos vazios.

A ONG alegou ter encaminhado pedido para a realização do ato, realizado com o apoio da ONG Visão Mundial, e os documentos necessários à Subsecretaria de Operações Integradas, mas os seis barracos, simulando uma favela, tiveram de ser desmontados sob o argumento de não te terem sido informados.

Aprobada por el Congreso en marzo, la renta de emergencia de 600 reales mensuales para aquellos considerados vulnerables durante la crisis del coronavirus fue pagada por el gobierno federal durante tres meses.

Depois, em setembro, o Executivo editou uma medida provisória que prorroga o auxílio até dezembro deste ano, mas em parcelas no valor de 300 reais.

A oposição no Congresso pressiona pela votação dessa MP, na esperança de, durante a discussão da proposta, aumentar esse valor. Governistas, no entanto, trabalham para que ela não vá a voto, o que os pouparia de defender um valor menor ou até mesmo ter que votar contra o desejo do Executivo.

Publicamente, o presidente Jair Bolsonaro sempre tem chamado a atenção para o impacto da ajuda nas contas públicas brasileiras e vem alertando que um dia esse suporte vai ter fim.

O governo chegou a ensaiar a criação de um programa de distribuição de renda permanente a partir do próximo ano. A ideia é que ele pudesse integrar texto de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trará gatilhos para o teto de gastos, a chamada PEC emergencial. Mas segundo o relator da matéria, senador Marcio Bittar (MDB-AC), não foi possível incorporar o tema na proposta.