Governo se recusa a divulgar custo com vôo de Temer para escrever carta-recuo de Bolsonaro
O emedebista foi a Brasília para ajudar Jair Bolsonaro a escrever a carta em que recuou das ameaças de golpe contra o STF. O Ministério da Defesa citou um decreto-lei da ditadura militar (1964-1985) para dizer que os dados são sigilosos
247 - O governo federal mantém sob sigilo o custo do deslocamento de Michel Temer de São Paulo até Brasília em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), há dois meses, quando o emedebista foi à capital federal para ajudar Jair Bolsonaro a escrever a carta em que recuou das ameaças de golpe contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes nos atos antidemocráticos de 7 de setembro.
De acuerdo con columna de Malu Gaspar, no jornal O Globo, o Ministério da Defesa citou um decreto-lei da ditadura militar assinado em 1980 para dizer que os dados são sigilosos por comprometer a segurança nacional.
O decreto-lei usado pela Defesa para justificar o sigilo afirma que o sistema de defesa aeroespacial brasileiro é "isento de quaisquer prescrições que determinem a publicação ou divulgação ostensiva de sua organização e funcionamento”, e o esclarecimento de quanto se gastou no transporte de Temer até a capital federal “coloca em risco a segurança e a operacionalidade da Defesa Aeroespacial, e em consequência, a própria segurança do Estado".
A pasta limitou-se a informar quem voou com Temer de São Paulo, onde ele mora, e Brasília. Também estavam a bordo do Legacy Embraer-135 da FAB o marqueteiro de Temer, Elsinho Mouco, e dois passageiros, Ronaldo da Silva Fernandes (segurança) e Rogério do Nascimento.
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