Investigadores da PF e ministros do STF avaliam que ida de Gonet para a PGR vai agilizar apurações da delação de Mauro Cid
Indicado para a PGR pelo presidente Lula, Paulo Gonet é visto na Suprema Corte como "extremamente legalista" e '"incapaz de perseguir ou passar pano'"
247 - InIntegrantes da Polícia Federal (PF) e do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que a nomeação de Paulo Gonet para liderar a Procuradoria-Geral da República (PGR) trará celeridade às investigações relacionadas à delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), além de outras pessoas próximas do ex-mandatário.
Según la columna del periodista Andreia Sadi, do G1, no âmbito da PF, a expectativa é de que a gestão de Gonet restabeleça o que chamam de "normalidade" nos processos. A perspectiva é que ele não revisará nem contestará decisões previamente endossadas pelo STF.
Já ministros do STF ouvidos pela reportagem “classificam Gonet como ‘extremamente legalista: incapaz de perseguir ou de passar pano (no caso de Cid)’. Investigadores da PF envolvidos diretamente na delação de Cid acreditam que, devido à proximidade de Gonet com o ministro Alexandre de Moraes, que respaldou a delação de Cid,avaliam que sua indicação à Corte reforçará ainda mais o trabalho da corporação.
“A expectativa na PF é de que as primeiras denúncias do caso tenham encaminhamento no primeiro semestre de 2024”, ressalta a reportagem. Vale ressaltar que a posse de Gonet está sujeita à sabatina, marcada para 13 de dezembro, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.