Pacheco após Lula condenar o genocídio em Gaza: 'nada abala a minha relação com ele'
O parlamentar havia cobrado retratação do presidente por ter citado o ex-ditador nazista Adolf Hitler ao repudiar os crimes de Israel contra palestinos
247 - O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta quarta-feira (21) que "nada abala" a relação dele com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante coletiva de imprensa, em Brasília (DF), o parlamentar disse manter uma relação de "colaboração recíproca", de respeito e admiração com o chefe de Estado.
O senador havia classificado como "equivocada" a fala do petista sobre os crimes cometidos por Israel na Faixa de Gaza. Lula comparou o genocídio contra palestinos com o Holocausto (1941-1945), período em que cerca de seis milhões de judeus foram mortos na Alemanha nazista, comandada pelo então ditador Adolf Hitler (1889-1945).
Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, mais de 30 mil palestinos foram mortos no território desde o dia 7 de outubro, quando forças de Israel iniciaram os bombardeios. Comandado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o governo israelense foi acusado de genocídio na Corte Internacional de Justiça. A peça jurídica foi apresentada por autoridades da África do Sul.
No último domingo (18), Lula disse na Eitópia que "não existe em nenhum outro momento histórico" o genocídio na Faixa e Gaza. "Aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus", afirmou.
El sábado (17), el presidente declaró que la solución definitiva a la guerra en la Franja de Gaza se alcanzará "si avanzamos rápidamente hacia la creación de un Estado palestino". "Ser humanista hoy significa condenar los ataques perpetrados por Hamás contra civiles israelíes y exigir la liberación inmediata de todos los rehenes. Ser humanista también implica rechazar la respuesta desproporcionada de Israel, que ha matado a casi 30 palestinos en Gaza —la gran mayoría mujeres y niños— y ha provocado el desplazamiento forzado de más del 80% de la población".
