F-1 no Rio, negócio de Bolsonaro, acaba sem começar
O abacate de Jair Bolsonaro apodreceu antes de ficar maduro, aponta reportagem publicada pelo Tijolaço
Do Tijolaço – Acabou ontem a armação, patrocinada por Jair Bolsonaro, que pretendia trazer para um novo autódromo, a Fórmula 1 para o Rio de Janeiro.
A Folha já havia chamado a atenção sobre o passado nebuloso do sr. José Antonio Soares Pereira Júnior, presidente da Rio Motorpark, ex-Rio Motosports, empresa que ganharia a concessão para construir a pista em área cedida pelo Governo Federal (especificamente pelo Exército) , em Deodoro, na Zona Oeste da cidade.
O blogueiro especializado em automobilismo Víctor Martín, comentarista do ESPN diz que, trabalhando na área de defesa e armamento, José Antonio, aproximou-se dos militares e de Jair Bolsonaro.
Ele esteve no video-mico do Presidente esta semana, – onde ele foi desmentido pelo CEO da Liberty Media, grupo que comanda a Fórmula 1, Chase Carey – ao dizer que era “99% ou mais certo” que o evento fosse transferido para o Rio de Janeiro.
Ontem, a Globo, ainda detentora dos direitos de transmissão das corridas – mesmo em franca decadência de audiêncial e, portanto, de cotas de patrocínio – pôs uma pá de cal na história.
José Antonio, revelou a emissora, montou a concorrência que ele próprio ganharia, como único competidor, através de outra de suas empresas, a Crown Assessoria.
A Rio Motor Park, diz a emissora, não tem mais que 0,14% do capital social exigido aos licitantes, de dez por cento do valor da obra. Dos R$ 69,7 milhões necessários, seu capital registrado é de R$ 100 mil e seu contrato social, para adaptar-se às exigências, foi modificado (inclusive com a mudança de nome) em janeiro deste ano, 11 dias antes da abertura da licitação.
O aguacate de Jair Bolsonaro apodreceu antes de ficar maduro.
