Filha de investigado por fraude em cartões de vacina implorou para ser imunizada: 'vou tomar, não falsifica, por favor’
Troca de mensagens entre João Carlos de Sousa Brecha e sua filha lança luz sobre esquema de inserção de dados falsos, indiciando Jair Bolsonaro e mais 16 pessoas
247 - No mais recente desdobramento da investigação da Polícia Federal sobre o esquema de inserção de dados falsos em cartões de vacinação, um diálogo revelador entre João Carlos de Sousa Brecha, ex-secretário de governo de Duque de Caxias (RJ), e sua filha veio à tona. Na troca de mensagens datada de 19 de outubro de 2022, lança nova luz sobre as atividades do ex-secretário, implicando-o ainda mais no esquema fraudulento, destaca reprotagem do g1.
De acordo com a PF, João Carlos de Sousa Brecha estava diretamente envolvido na inclusão fraudulenta de informações nos cartões de vacinação. Em uma conversa por mensagem de texto, sua filha fez um apelo ao pai, suplicando que ele não falsificasse os dados em seu próprio cartão de vacinação. "Papai, eu vou tomar a vacina do Covid segunda dose segunda, não falsifica, por favor", escreveu a filha a João Carlos Brecha. Em resposta, o então secretário de Duque de Caxias afirmou: "Tá bom, meu amor. Você é muito corajosa".
Segundo a investigação, a filha de João Carlos Brecha se referia à segunda dose da vacina, uma vez que ela já havia tomado a primeira dose do imunizante contra o coronavírus em junho de 2022 – o que foi comunicado por ela em um grupo de conversas no aplicativo de mensagens WhatsApp. "Oi, gente, tomei vacina. Nem doeu", escreveu no dia 13 de junho de 2022.
Essa troca de mensagens agora consta no relatório da PF, divulgado após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de retirar o sigilo do material. Para os investigadores, essas comunicações são mais uma evidência do envolvimento direto de João Carlos Brecha na inserção de dados fraudulentos nos cartões de vacinação de diversas pessoas investigadas.
Además, la Policía Federal apunta a João Carlos Brecha como el operador detrás de las inserciones falsas en las tarjetas de Mauro Cid, entonces edecán del gobierno de Bolsonaro, en las hijas del teniente coronel y en el propio expresidente Jair Bolsonaro.
