Justiça determina investigação de Luciano Hang por abuso de poder econômico na eleição de Brusque (SC)
Empresário bolsonarista, dono da rede de lojas Havan, é acusado de abuso de poder econômico e de intervir financeiramente a favor do atual prefeito Ari Vechi, do MDB, que venceu a eleição
247 - O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, de Santa Catarina, é alvo de um processo na Justiça Eleitoral do município de Brusque por suposto abuso de poder econômico durante a eleição municipal.
Hang é acusado pela coligação liderada por Paulo Eccel, que se candidatou pelo PT à prefeitura, de intervir no pleito em favor de Ari Vechi (MDB), que venceu a disputa. A ação na Justiça, assinada por PT, PV e PSB, além do Podemos, contesta o resultado da eleição.
Os partidos ingressaram com pedido de liminar para cassar a diplomação de Ari Vechi e de seu vice, Gilmar Doerner (DC). A liminar não foi concedida, mas a Justiça determinou a instauração de processo para investigar a denúncia.
O motivo alegado na ação é de abuso de poder econômico através da intervenção de Hang na campanha de Ari Vechi. O empresário ainda teria financiado grande parte da campanha e participou ativamente, nas redes e nas ruas.
De acordo com o PT de Brusque, este “terceiro turno” gera uma grande polêmica nos bastidores políticos, tornando ainda mais vulnerável a vitória de Vechi e Doerner. O partido alega que Hang foi utilizado como um “coringa” na campanha de Vechi, porém a rejeição ao empresário também pesa diretamente para o prefeito eleito.
Na petição inicial, os partidos haviam solicitado a realização de uma nova eleição na cidade. Os partidos também remetem o envolvimento de Hang nas eleições presidenciais de 2018, pela qual teve a conduta investigada pelo TSE, em face do apoio declarado ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, pelos vários vídeos realizados no interior das Lojas Havan e ainda pelo envolvimento no financiamento de disparos em massa em favor do então candidato do PSL. Ele também foi alvo de operação contra fake news autorizada pelo STF.
